Estes são apenas alguns males causados pelo consumo de refrigerantes:
- Dissolvem os esmalte dos dentes
- Provocam asma
- Doenças renais
- Distúrbios reprodutivos
- Osteoporose
- Obesidade
- Aumenta o risco de Diabetes
- Doenças Cardiovasculares

8 nov
Estes são apenas alguns males causados pelo consumo de refrigerantes:

10 jul
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Ao mesmo tempo que o número de casos de morte e infeções pela E. coli aumenta na Alemanha, laboratórios europeus investigaram e testaram qual a origem do aparecimento desta bactéria. Até à data ainda não se sabe qual a sua proveniência.
O que é a bactéria Escherichia Coli
A E. coli assume a forma de um bacilo e pertence à família das Enterobacteriaceae. O seu habitat natural é a flora intestinal dos seres humanos e de outros animais de sangue quente.
Existem várias estirpes de bactérias Escherichia Coli:
• Escherichia coli enteropatogénica ( EPEC );
• Escherichia coli enteroinvasiva ( EIEC );
• Escherichia coli enterotoxigénica ( ETEC );
• Escherichia coli enterohemorrágica ( EHEC ).
A estirpe à qual tem vindo a ser atribuída a origem da infeção na Europa é a estirpe Escheria Coli Enterohemorrágica O157:H7. Este é a bactéria mais comum e a mais estudada; Estudos recentes determinaram que a E. Coli O157:H7 foi infetada por um vírus cujo cromossoma ficou gravado no seu DNA. Isto deu origem a que um dos genes da E. Coli tenha ficado programado para produzir a toxina Shiga-like (ou as chamadas verotoxinas)
As síndromes provocadas pela toxina Shiga-like são:
- Disenteria;
- Colite Hemorrágica;
- Síndrome Hemolítica Urémica.
Os casos de morte e infeção vividos nos últimos dias na Europa, maioritariamente na Alemanha, são provocados pela Síndrome Hemolítica Urémica. Esta é uma síndrome que coloca em risco a vida humana e exige cuidados intensivos. Os seus sintomas são diarréia severa, dores abdominais, vómitos e sangue na urina.
Os sintomas da toxina Shiga-like atuam num período de poucas horas. Não existe um antídoto para esta toxina. Os tratamentos possíveis passam por tomar glicocortóides (anti-inflamatórios hormonais) e antibióticos, e manter a hidratação, entre 5 a 10 dias. Nos casos mais graves, as pessoas devem ser submetidas a transfusões de sangue e a diálises (no caso de falência renal).
A E. Coli em alimentos:
Carne:
Se a carne infetada não for cozida a 71 ° C, as bactérias poderão sobreviver e infetar quem a comer. Qualquer alimento que tenha estado em contato com carne crua também pode ser infetado.
Leite cru ou produtos lácteos:
As bactérias podem propagar-se para o leite. Daí ser necessário verificar se os rótulos dos produtos lácteos contêm a palavra “pasteurizado”, se tiverem significa que o alimento foi esterilizado, tendo destruído as possíveis bactérias nele existentes.
Frutas e legumes:
As culturas dos legumes e frutas como alface, pepinos, tomates, maçãs, entre outros, poderão ter sido regadas com águas contaminadas pelas fezes de animais infetados, daí a necessidade de se lavar muito bem estes alimentos antes de serem comidos crus.
Como prevenir:
- Lavar as mãos, a pia e os utensílios, com água quente e sabão, depois do contato com carne crua;
- Beber somente leite e sumos pasteurizados;
- Frutas e vegetais devem ser bem lavados, especialmente aqueles que não serão cozidos;
- Beber somente água que tenha sido tratada com cloro ou outros desinfetantes e evitar engolir água de lago ou piscina;
- Lavar as mãos cuidadosamente com sabão depois de evacuar, para reduzir o risco de propagar a infeção;
- Qualquer pessoa que esteja afetada pela doença diarreica deve evitar nadar em piscinas públicas ou lagos, partilhar casas de banho e preparar comida para outras pessoas;
Suscetibilidade e resistência
Qualquer pessoa está sujeita à colite hemorrágica. Esta afeta crianças, especialmente, muito jovens, em período de desmame. Não se conhece a sua relação – imunidade e idade; é incomum em crianças em amamentação exclusiva pelo peito.
Conduta médica e diagnóstico
Escherichia coli 0157:H7 poderá ser detectada aquando do diagnóstico de casos como a Síndrome Hemolítica Urémica ou quando um grande número de pessoas é hospitalizado devido a diarréia severa.
O diagnóstico é realizado pelo isolamento da E. coli ou pela detecção de verotoxinas livres em fezes diarreicas, assim como nos alimentos suspeitos.
Curiosidades sobre a Escherichia Coli:
- A descoberta da bactéria deve-se ao investigador Theodor Escherich (1857-1911), médico alemão-austríaco, nascido na Baviera. Descoberta ocorreu em 1885 e o seu nome foi dado à bactéria em 1919;
- Cada pessoa evacua em média, com as fezes, um trilhão de bactérias E.coli todos os dias;
- É um dos poucos seres vivos capaz de produzir todos os componentes de que é feita, a partir de compostos básicos e fontes de energia suficientes;
- É usada pela engenharia genética para produzir proteínas combinantes;
- Em 1977 foi usada pela primeira vez para produzir insulina “humana” em laboratório.
O número de mortos por uma variante da bactéria E.Coli subiu para 50, dos quais 48 foram registrados na Alemanha, indicaram os dados mais recentes das autoridades alemãs e da Organização Mundial de Saúde (OMS).
De acordo com a agência noticiosa francesa AFP, a estirpe O104:H4 da bactéria E.Coli enterohemorrágica, que produz toxinas que causam lesões renais graves, provocou até o final de junho/2011, 48 mortos na Alemanha, um na Suécia e um nos Estados Unidos.
De acordo com a OMS, 4050 casos de infeção foram confirmados em 14 países europeus, no Canadá e nos EUA, sendo que a maioria, mais de 3900, foram diagnosticados na Alemanha, onde começou o surto epidémico.
Ainda assim, as autoridades de saúde alemãs asseguraram que o número de novos casos tem baixado desde o pico da infeção, a 30 de maio.
fonte: http://saude.sapo.pt/
27 abr
Os 10 piores alimentos… embora estejamos sobrevivendo às investidas desses alimentos, não custa abrir o olho sobre eles.
E se você é consumidor de refrigerantes leia sobre o segundo e primeiro lugares.
Fonte: EcoD
Que atire a primeira pedra quem não se rende a um fast food, salgadinho ou cachorro-quente e depois fica preocupado com as calorias que ingeriu. Mas o que pouca gente sabe é que os perigos desses alimentos vão muito além da questão estética e podem ser um risco para a saúde. Para esclarecer esses problemas, a nutricionista Michelle Schoffro Cook listou os dez piores alimentos de todos os tempos.
10º lugar: Sorvete

Apesar de existirem versões mais saudáveis que os tradicionais sorvetes industrializados, a nutricionista adverte que esse alimento geralmente possui altos níveis de açúcar e gorduras trans, além de corantes e saborizantes artificiais, muitos dos quais possuem neurotoxinas – substâncias químicas que podem causar danos no cérebro e no sistema nervoso.
9º lugar: Salgadinho de milho

De acordo com Michelle, desde o surgimento dos alimentos transgênicos a maior parte do milho que comemos é um “Frankenfood”, ou “comida Frankenstein”. Ela aponta que esse alimento por causar flutuação dos níveis de açúcar no sangue, levando a mudanças no humor, ganho de peso, irritabilidade, entre outros sintomas. Além disso, a maior parte desses salgadinhos é frita em óleo, que vira ranço e está ligado a processos inflamatórios.
8º lugar: Pizza

Michelle destaca que nem todas as pizzas são ruins para a saúde, mas a maioria das que são vendidas congeladas em supermercados está cheia de condicionadores de massa artificiais e conservantes. Feitas farinha branca, essas pizzas são absorvidas pelo organismo e transformadas em açúcar puro, causando aumento de peso e desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue.
7º lugar: Batata frita

Batatas fritas contêm não apenas gorduras trans, que já foram relacionadas a uma longa lista de doenças, como também uma das mais potentes substâncias cancerígenas presentes em alimentos: a acrilamida, que é formada quando batatas brancas são aquecidas em altas temperaturas. Além disso, a maioria dos óleos utilizados para fritar as batatas se torna rançosa na presença do oxigênio ou em altas temperaturas, gerando alimentos que podem causar inflamações no corpo e agravar problemas cardíacos, câncer e artrite.
6 lugar: Salgadinhos de batata

Além de causarem todos os danos das batatas fritas comuns e não trazerem nenhum benefício nutricional, esses salgadinhos contêm níveis mais altos de acrilamida, que também é cancerígena.
5º lugar: Bacon

Segundo a nutricionista, o consumo diário de carnes processadas, como bacon, pode aumentar o risco de doenças cardíacas em 42% e de diabetes em 19%. Um estudo da Universidade de Columbia descobriu ainda que comer 14 porções de bacon por mês pode danificar a função pulmonar e aumentar o risco de doenças ligadas ao órgão.
4º lugar: Cachorro-quente

Michelle cita um estudo da Universidade do Havaí, que mostrou que o consumo de cachorros-quentes e outras carnes processadas pode aumentar o risco de câncer de pâncreas em 67%. Um ingrediente encontrado tanto no cachorro-quente quanto no bacon é o nitrito de sódio, uma substância cancerígena relacionada a doenças como leucemia em crianças e tumores cerebrais em bebes. Outros estudos apontam que a substância pode desencadear câncer colorretal.
3º lugar: Donuts (Rosquinhas)

Entre 35% e 40% da composição dos donuts é de gorduras trans, “o pior tipo de gordura que você pode ingerir”, alerta a nutricionista. Essa substância está relacionada a doenças cardíacas e cerebrais, além de câncer. Para completar, esses alimentos são repletos de açúcar, condicionadores de massa artificiais e aditivos alimentares, e contém, em média, 300 calorias cada.
2º lugar: Refrigerante

Michelle conta que, de acordo com uma pesquisa do Dr. Joseph Mercola, “uma lata de refrigerante possui em média 10 colheres de chá de açúcar, 150 calorias, entre 30 e 55 mg de cafeína, além de estar repleta de corantes artificiais e sulfitos”. “Somente isso já deveria fazer você repensar seu consumo de refrigerantes”, diz a nutricionista.
Além disso, essa bebida é extremamente ácida, sendo necessários 30 copos de água para neutralizar essa acidez, que pode ser muito perigosa para os rins. Para completar, ela informa que os ossos funcionam como uma reserva de minerais, como o cálcio, que são despejados no sangue para ajudar a neutralizar a acidez causada pelo refrigerante, enfraquecendo os ossos e podendo levar a doenças como osteoporose, obesidade, cáries e doenças cardíacas.
1º lugar: Refrigerante Diet

“Refrigerante Diet é a minha escolha para o Pior Alimento de Todos os Tempos”, diz Michelle. Segundo a nutricionista, além de possuir todos os problemas dos refrigerantes tradicionais, as versões diet contêm aspartame, que agora é chamado de AminoSweet. De acordo com uma pesquisa de Lynne Melcombe, essa substância está relacionada a uma lista de doenças, como ataques de ansiedade, compulsão alimentar e por açúcar, defeitos de nascimento, cegueira, tumores cerebrais, dor torácica, depressão, tonturas, epilepsia, fadiga, dores de cabeça e enxaquecas, perda auditiva, palpitações cardíacas, hiperatividade, insônia, dor nas articulações, dificuldade de aprendizagem, TPM, cãibras musculares, problemas reprodutivos e até mesmo a morte.
“Os efeitos do aspartame podem ser confundidos com a doença de Alzheimer, síndrome de fadiga crônica, epilepsia, vírus de Epstein-Barr, doença de Huntington, hipotireoidismo, doença de Lou Gehrig, síndrome de Lyme, doença de Ménière, esclerose múltipla, e pós-pólio. É por isso que eu dou ao Refrigerante Diet o prêmio de Pior Alimento de Todos os Tempos”, conclui.
(EcoD)
28 jan
50 Segredos das pessoas que nunca adoecem
Cinco povos ao redor do mundo se destacam pela longevidade: eles vivem, em média, dez anos a mais do que o restante da humanidade. Conheça agora seus principais hábitos de vida
fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/93/artigo205423-1.asp
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Gene Stone teve a oportunidade de escrever sobre inúmeros tratamentos adotados com sucesso para curar doenças. Porém, continuava ficando de cama. “Também notei que havia populações em que as pessoas nunca ficavam doentes. Então me ocorreu que eu devesse perguntar a essas pessoas o que elas faziam”, disse Stone em entrevista à VivaSaúde.
As respostas estão no livro Os segredos das pessoas que nunca ficam doentes, recém-lançado nos EUA. Em suas andanças, Stone percebeu que cinco povos eram os mais saudáveis: a Barbagia, na Itália; Okinawa, no Japão; a comunidade dos Adventistas do Sétimo Dia, na Califórnia; a Península de Nicoya, na Costa Rica; e a ilha grega de Ikaria.
Outro americano, Dan Buettner, escreveu sobre o tema em um livro que virou best-seller: Blue Zones: lições de pessoas que viveram muito para quem quer viver mais. Ambos os autores nos ajudaram a traduzir as experiências dessas pessoas. Confira 50 dicas eficazes, comentadas por 21 especialistas brasileiros.
1. Beber água mesmo sem ter sede
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]a água está para o corpo humano assim como o combustível para o carro. Isso porque, sem manter os nossos níveis hídricos sempre abastecidos, todo o organismo sofre. O líquido ajuda a aumentar a saciedade, evitando compulsões que podem levar ao sobrepeso e ao aparecimento de diversas doenças, ao mesmo tempo que mantém a saúde do sistema renal. “É o baixo consumo de água que resulta em urina concentrada e na maior precipitação de cristais, justamente o que leva à formação das pedras nos rins”, adverte a nutricionista amanda epifânio Pereira, do Centro Integrado de Terapia Nutricional. sucos naturais, chás e água de coco também podem ser usados.
2. Ir ao dentista regularmente
A boca é como um espelho a refletir a saúde do organismo. Daí a importância de permitir que um profissional a examine a cada seis meses. “Muitas doenças sistêmicas, como diabetes, alterações hormonais e lesões cancerígenas podem ser detectadas numa consulta de rotina”, diz o periodontista Cesário Antonio Duarte, professor da Universidade de São Paulo (USP). Além disso, o tratamento das cáries deixa o organismo protegido contra inúmeras doenças. “Cáries não tratadas podem se tornar a porta de entrada para micro-organismos, que poderão atingir órgãos nobres como coração, rins e pulmões”, alerta o especialista.
3. Ingerir mais nozes
Bateu aquela fome de fim de tarde? Experimente comer duas unidades de nozes todos os dias. Esse é um dos segredos dos Adventistas da Califórnia. Cerca de 25% deles comem nozes cinco vezes por semana. E diminuíram pela metade o risco de problemas cardíacos.
4. Temperar com alho
“Ele melhora a saúde do coração, diminui os níveis de colesterol, a pressão arterial e potencializa as nossas defesas”, afirma a nutricionista funcional Gabriela Soares Maia.
5. Comprar alimentos regionais
Se puder privilegiar alimentos produzidos na sua região, sua saúde sairá ganhando. Isso porque os produtos da safra, que não recebem uma grande quantidade de conservantes, em geral, são muito mais ricos em nutrientes. Agora, se você puder ir pessoalmente à feira ou à quitanda do bairro, tanto melhor.
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6. Comer mais frutas
Aumentar o consumo de produtos de origem vegetal é uma das medidas mais significativas na prevenção de doenças crônicas. A prática foi observada em pelo menos quatro das cinco Blue Zones e é fácil entender o porquê. “Frutas, legumes e verduras possuem uma quantidade de vitaminas antioxidantes, boas gorduras e fibras que supera em muito a dos alimentos industrializados”, diz Isis Tande da Silva, do Ganep Nutrição Humana.
7. Aprender a planejar
A tensão constante é extremamente prejudicial à saúde. “Ela afeta o funcionamento do sistema nervoso, hormonal e imunológico”, alerta o psicólogo Armando Ribeiro das Neves Neto, professor da USP. Uma boa maneira de controlar essas reações é não deixar todos os compromissos para a última hora. “Acostume-se a anotar suas pendências em uma lista”, diz o especialista em produtividade pessoal Christian Barbosa.
8. Fracionar a dieta
Comer mais vezes ao dia e optar por porções menores é um jeito inteligente de manter o peso estável. “Os jejuns prolongados desencadeiam uma fome tão intensa que é fácil se exceder nas refeições”, explica a endocrinologista Ellen Simone Paiva, do Centro Integrado de Terapia Nutricional. Quando dividimos a nossa alimentação diária em cinco ou seis refeições, também estamos dando uma forcinha ao processo de digestão e ao intestino, evitando sobrecargas.
9. Aproveitar o contato com a natureza
Sinta o cheiro da grama molhada, escute os pássaros, sente-se na sombra de uma árvore… Pratique essa terapia sempre que possível, já que ela é altamente relaxante. “A vegetação transfere umidade ao ar e, portanto, o ambiente fica ionizado negativamente. Isso provoca uma reação química no organismo, gerando uma sensação de muita calma”, explica a arquiteta Pérola Felipetti Brocanelli, professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie. A psicóloga Solange Martins Ferreira, do Hospital Santa Catarina, garante que as atividades ao ar livre também contribuem para recuperação de pacientes: “Quando observam a natureza, eles tiram a atenção da doença”.
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10. Levantar peso
A ideia não é apenas ficar forte. “Um dos principais benefícios é o aumento da densidade óssea, auxiliando na prevenção da osteoporose e na reversão da sarcopenia (diminuição no número de sarcômero, a unidade do músculo esquelético). Isso evita a incapacidade funcional, muito comum em idades avançadas”, diz Ricardo Zanuto, fisiologista e professor de Educação Física das Faculdades Integradas de Santo André.
11. Ser um voluntário
Se você ainda não conseguiu um tempo para isso, é bem provável que não tenha encontrado a causa certa. “Quando se apaixonar de verdade por um trabalho social, acabará colocando-o na lista de prioridades”, garante o especialista em produtividade pessoal Christian Barbosa. “Dedicar uma noite por semana já é um bom começo”, diz Dan Buettner.
12. Celebrar a vida
Não espere algo de extraordinário acontecer, mas acostume-se a comemorar as pequenas vitórias. Essa é a receita de longevidade dos italianos que vivem na Sardenha, uma das Blue Zones. Eles chamam a atenção pela disposição que têm para festejar tudo e todos.
13. Cultivar a sua fé
“A religião empresta sentido às buscas e conquistas do ser humano, dá uma nova dimensão às vitórias e também às perdas. Além disso, orienta e ajuda as pessoas a tomar decisões difíceis”, explica Jorge Claudio Ribeiro, professor de Teologia da PUC-SP.
14. Trocar o café pelo chá-verde
Ainda que você precise do café para acordar, faça a substituição. Afinal, o cháverde também contém cafeína, que funciona como estimulante. O bom é que ele oferece outros extras. “Diversos estudos mostram que a bebida atua na prevenção e no tratamento de doenças como Alzheimer e Parkinson”, afirma a nutricionista Andréia Naves.
15. Pegar leve com as carnes vermelhas
Embora sejam importantes fontes de ferro, são alimentos de difícil digestão e, portanto, retardam o funcionamento intestinal. Então, se você é do tipo que não pode viver sem um bifinho, contente-se com um filé médio por dia.
16. Praticar mais atividade aeróbica
Pode ser uma caminhada ou uma corrida. Esse tipo de exercício tem impacto direto sobre os fatores de risco associados à hipertensão, ao diabetes e à obesidade. “A prática regular melhora a força e a flexibilidade, fortalece ossos e articulações, facilita a perda de peso e diminui o colesterol”, afirma Zanuto.
17. Encontrar a sua tribo
Se você gosta de esportes, certamente irá sentir-se bem com amigos que também gostam. Portanto, faça um esforço para encontrar pessoas com quem possa compartilhar e trocar ideias. “Uma das atitudes mais importantes para garantir a longevidade é cercar-se de pessoas que vão lhe dar suporte e que conectam ou reconectam você com o sentido maior que você dá à sua vida”, diz Dan Buettner.
18. Ser agradável
Facilita a convivência social e cria vínculos com pessoas que poderão apoiá-lo quando necessário. Mas como tornar-se uma pessoa agradável? O autor Dan Buettner é quem responde: “Para isso, é preciso ser interessado e não apenas interessante. Pessoas simpáticas perguntam a você como está em vez de falarem apenas de si mesmas”.
19. Definir seus objetivos
É o que os moradores de Okinawa chamam de ikigai e os habitantes de Nicoya nomeiam de plano de vida. Seja como for, o fato é que eles têm muito bem definidas as suas razões de viver e investem nesses propósitos.
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20. Conhecer melhor a ioga
Ela une princípios da meditação, exercícios para o equilíbrio, alongamento e o treinamento de força, com foco na respiração. Tudo isso graças à execução de movimentos sequenciados. “A ioga é ótima para a longevidade, porque fortalece os músculos e ligamentos. Então, os movimentos tornam-se mais fluidos e seguros. A prática tem ainda um efeito importante na redução do estresse”, diz Dan Buettner.
21. Guardar o despertador na gaveta
Dormir bem significa dar ao corpo a chance de se recompor totalmente. “Se você se deita, dorme logo e acorda bem disposto, pode dizer que tem um sono de qualidade”, ensina o neurofisiologista Flavio Alóe, do Centro de Estudos do Sono do Hospital das Clínicas (SP). Quem não tem, corre um risco muito maior de adoecer. “Aqueles que dormem pouco podem ter um aumento do colesterol e dos triglicérides”, complementa Alóe.
22. Apostar nos integrais
Não basta comer pão integral. Com um pouco de criatividade, é possível incluir a farinha e aveia integrais na preparação de inúmeros pratos. Quer um bom motivo para fazer isso? Pois saiba que os alimentos não processados oferecem um aporte muito maior de nutrientes. “No processo de refinamento, o germe dos grãos são retirados, restando praticamente o amido”, explica a nutricionista Patrícia Morais de Oliveira, do Ganep.
23. Pensar na sua vocação
Fazer o que gosta é uma forma eficiente de afastar o estresse. Além disso, é interessante que o seu tipo de trabalho seja capaz de fazê-lo sentir-se realizado. Por último, saiba que aquele que se empenha em uma carreira para a qual há um sentido profundo, além da manutenção da renda, se sente mais motivado a investir na atualização dos conhecimentos. E estudar, como já vimos, é um santo remédio para o cérebro.
24. Doar seus pratos grandes
A população de Okinawa descobriu um jeito de comer 30% menos: eles utilizam pratos de apenas 23 cm de diâmetro. “Há experiências promissoras sendo realizadas por meio da restrição calórica orientada, que já se mostrou capaz de aumentar o tempo de vida de animais de laboratório em 60%”, afirma Ellen Paiva.
25. Ter atitudes positivas
“As emoções fazem parte daquilo que somos e, portanto, são capazes de provocar reações físicas muito claras. As positivas curam e determinam uma maior e melhor qualidade de vida”, diz Armando Ribeiro das Neves Neto.
26. Emagrecer a despensa
Na hora da compra, elimine os alimentos que possuem qualquer quantidade de gordura trans e evite os que contêm gorduras saturadas. E por um motivo simples: as chamadas gorduras ruins têm relação com o aumento dos níveis de colesterol LDL e triglicérides, fazendo crescer o risco de infarto e de acidente vascular cerebral. “Além dos industrializados, convém tomar cuidado com os alimentos de origem animal, como carnes gordas”, alerta a nutricionista Andréia Naves, da VP Consultoria Nutricional.
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27. Saber como usar a soja
Em Okinawa, no Japão, o consumo de produtos da soja é o maior de todo o mundo. O resultado? Dos cerca de 1 milhão de habitantes locais, mais de 900 pessoas já passaram dos 100 anos. “O consumo frequente reduz os riscos de doenças cardiovasculares”, afirma a nutricionista Renata C. C. Gonçalves, do Ganep.
28. Estudar sempre
Manter as atividades intelectuais é uma maneira de garantir anos extras de vida e muito mais saúde, principalmente nas idades avançadas. “Exercitar o cérebro vai deixá-lo mais protegido contra doenças. Na prática, isso significa um risco menor de limitações físicas, mesmo se algo der errado porque, nesse caso, a recuperação será muito melhor”, explica o neurologista André Gustavo Lima, do Hospital Barra D´or.
29. Ter um dia só para você
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Os Adventistas do Sétimo Dia que vivem em Loma Linda, na Califórnia, recolhem-se em suas casas aos sábados e aproveitam a ocasião para meditar e orar. E esse parece ser mais um bom hábito que poderíamos nos esforçar em copiar. Afinal, essas pessoas vivem de cinco a dez anos mais que o resto da população americana. “Se for impossível fazer isso, tente conseguir pelo menos 15 a 20 minutos por dia para não fazer nada, ou melhor, para pensar apenas. É como marcar uma reunião consigo mesmo”, diz Christian Barbosa
30. Apagar o cigarro
Quem tem menos 40 anos e fuma até 20 cigarros por dia tem quatro vezes mais chances de infartar. Agora, se o consumo for maior, o risco sobe 20 vezes. A explicação é simples: as substâncias do cigarro levam à contração dos vasos sanguíneos, à aceleração dos batimentos cardíacos, além abaixar o HDL, que age como um protetor das artérias.
31. Ouvir a sua música
A musicoterapeuta Maristela Smith, das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), tem uma receita interessante para quem quer tirar proveito da terapia da música. “Faça um CD com as músicas que marcaram positivamente a sua vida para criar a sua identidade sonora musical. Escute-o regularmente, principalmente quando estiver precisando melhorar o astral”, ensina a especialista.
32. Respirar com consciência
Quando estiver precisando relaxar ou desacelerar seu ritmo, faça a respiração completa. “Inspire calmamente o ar pelo nariz, contando três segundos. Então, bloqueie a respiração por um tempo, retendo o ar, e expire pela boca em seis segundos. Assim, você estará atuando diretamente sobre o sistema nervoso autônomo”, ensina o educador físico Estélio Dantas, professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.
33. Curtir os animais
Mesmo que não possa ter um em casa, descubra aqueles com os quais possui mais afinidades e dê a si mesmo a oportunidade de tocá-los. Para a veterinária Maria de Fátima Martins, professora de Zooterapia da USP, a convivência com os bichos é uma rica fonte de benefícios psicológicos, físicos e sociais. Ela coordena uma experiência de terapia assistida com animais em asilos. “O contato com os animais tem melhorado a vida dessas pessoas. Para alguns idosos, a experiência foi tão positiva que eles chegaram a diminuir o número de medicamentos que tomavam”, conta.
34. Ser muito mais ativo
Comece descendo alguns pontos antes do ônibus. Fazer mais atividades a pé ou de bicicleta, cozinhar, cuidar do jardim, brincar com o seu cachorro, todas essas maneiras de se mexer são válidas. “Um dos segredos da longevidade é encontrar meios de se manter sempre em movimento. De preferência, concentre-se em atividades que também lhe dão prazer, e os benefícios serão maiores”, sugere Dan Buettner.
35. Desacelerar o ritmo
“Se você não cria um tempo para estar bem, terá que ter tempo para se cuidar quando ficar doente”, alerta Dan Buettner. O primeiro estágio do estresse é a fase de alerta. Ele nos permite realizar muitas tarefas em pouco tempo e aí nos sentimos bem. Porém, quando persistimos na tensão, o organismo entra em fadiga.
36. Comer mais iogurtes
“Eles reforçam a nossa imunidade”, explica a nutricionista Gabriela Maia, da Clínica Patricia Davidson Haiat. O que as bactérias vivas contidas nesses potinhos também fazem é melhorar o nosso humor. Afinal, é o intestino que responde pela produção de 95% da serotonina de todo o corpo.
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37. Investir no ômega-3
Peixes de água fria (salmão, arenque, sardinha, atum), sementes de linhaça moídas e óleos de peixe, de soja e de canola são ótimas fontes desse nutriente, que tem ação comprovada na redução dos níveis de colesterol e de triglicérides, além de ajudar no controle da pressão e de prevenir o risco de tromboses, que danificam os vasos sanguíneos. O composto ainda é coadjuvante em tratamentos neurológicos e de osteoporose.
38. Controlar o álcool
A curto e médio prazos, o álcool pode engordar, acelerar o processo de envelhecimento e ainda aumentar a pressão arterial. A longo prazo, causa dependência e ainda compromete o funcionamento de todos os sistemas do corpo, com danos mais sérios para o fígado.
39. Brincar com as crianças
É uma excelente estratégia para tirar o foco das preocupações, aproximar a família ou amigos e facilitar o contato intergeracional. E todos esses aspectos estão associados à longevidade. Porém, para funcionar, é preciso que se tenha um mínimo de afinidade com os pequenos.
40. Construir o próprio jardim
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Mexer com plantas e flores pode ser um hobby interessante e saudável, desde que você realmente consiga tirar prazer da atividade. “Esse tipo de passatempo é muito válido para prevenir o estresse, tanto quanto fazer trabalhos manuais ou cozinhar. Só não pode virar rotina e obrigação. Se a pessoa tem que cozinhar ou cortar a grama todos os dias, por exemplo, isso passará a representar, na vida dela, mais uma fonte de tensão. E aí os benefícios não virão”, explica Armando Ribeiro Neto.
41. Desfrutar do sol
Sentir na pele o calor dos raios solares não é somente uma receita para adquirir disposição e ânimo. Com cerca de 15 minutos de exposição, oferecemos ao corpo algo que só o sol pode dar: a energia necessária para a síntese de vitamina D. “O composto é importantíssimo na fixação de cálcio no organismo, prevenindo a osteoporose, além de fortalecer o sistema imunológico”, afirma a endocrinologista Bárbara Carvalho Silva, da Universidade Federal de Minas Gerais.
42. Perdoar mais
“Para envelhecer bem, é preciso olhar para a nossa trajetória de vida aceitando os erros cometidos e desculpando-se por eles. Da mesma forma, é interessante perdoar aos outros, percebendo que não fomos apenas vítimas”, diz a psicóloga Dorli Kamkhagi, colaboradora do Laboratório dos Estudos do Envelhecimento do Hospital das Clínicas (SP). “Perdoar é retirar objetos pesados de uma mochila que carregamos”, compara.
43. Dar uma chance à laranja
Uma única unidade é capaz de prover a necessidade que o nosso corpo tem de vitamina C a cada dia. “Protege contra o câncer, afasta aquela gripe chata e até ajuda a pele a se recuperar mais rapidamente dos estragos promovidos pelo sol”, diz a nutricionista Gabriela Soares Maia.
44. Alongar o corpo todo
Os problemas mais frequentes do aparelho locomotor, e que estão relacionados ao envelhecimento, são a perda da mobilidade e a osteoporose. “O alongamento, enquanto um treinamento da flexibilidade, é um dos principais fatores de manutenção da autonomia funcional em idosos”, garante o educador físico Estélio Dantas.
45. Cochilar após o almoço
Na Península de Nicoya, na Costa Rica, a sesta é um costume institucionalizado. E, em muitas outras partes do mundo, as pausas para um cochilo também são comuns. “Para quem dorme pouco, essa pode ser uma estratégia compensatória”, diz o neurofisiologista Flavio Alóe. É como renovar as energias, antes de recomeçar a jornada.
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46. Priorizar as pessoas amadas
Este é outro ponto comum dos que vivem nas chamadas Blue Zones. “Eles contam com famílias fortes e se apoiam mutuamente”, conta Dan Buettner. Relações verdadeiras nos protegem de situações adversas.
47. Esquecer do sal
A redução de seu consumo é imprescindível para prevenir e controlar a hipertensão que, por sua vez, oferecem as condições favoráveis para que inúmeros problemas de saúde progridam rapidamente, tais como a insuficiência renal e as complicações cardíacas. “O sal em excesso faz o corpo reter mais líquido, o que, além de causar inchaço, também aumenta o volume sanguíneo, elevando a pressão nas artérias”, explica a nutricionista Andréia Naves. Para passar bem longe desse drama, vale cortar o sal de cozinha que adicionamos aos pratos durante a preparação, para colocá-lo apenas no momento de consumir, e sempre usando o bom senso. Outra dica é reduzir o consumo de condimentos, pratos prontos, embutidos ou enlatados.
48. Praticar sexo com prazer
A atividade sexual ajuda a aliviar as tensões, já que, durante a relação, ocorre a liberação de endorfinas, substâncias que melhoram o humor. O sexo ainda faz bem para a circulação. Por fim, vale como um excelente exercício e ajuda a reforçar vínculos de afeto.
49. Criar um tempo para a família
A união e o apoio mútuo entre cônjuges, pais e filhos precisam certo investimento de tempo e atenção. Mas como encontrar períodos livres para dedicar a essas pessoas todo o carinho que merecem? “Vale programar um jogo que possam fazer juntos, que permita confraternizar e trocar ideias”, diz Christian Barbosa.
50. Usar as dicas diariamente
Caminhar só aos finais de semana ou encontrar mais tempo para os amigos apenas nos períodos em que a rotina de trabalho sossega um pouco podem ser um bom começo, na tentativa de transformar a sua vida para melhor. É preciso, porém, garantir que mudanças pontuais se transformem em hábitos, para colher resultados significativos no que diz respeito à saúde e à longevidade. “As pessoas que eu conheci enquanto preparava o livro possuem diferentes segredos, mas uma coisa que todas elas têm em comum é a disciplina; elas usam seus segredos diariamente, ou seja, fazem da boa saúde uma prioridade, um hábito mesmo”, finaliza Gene Stone.
Produção: Janaina Rezende / Fotos Fabio Mangabeira e Shutterstock
7 jan
Estudo desenvolvido na Universidade de Newcastle, na Inglaterra, demonstram que os compostos
químicos do chá protegem células saudáveis de toxinas e desaceleram o crescimento de tumores.
Notícia na íntegra (em inglês) aqui.
30 nov
Abaixo a ditadura dos índices
Controlar a pressão, o colesterol e a glicemia continua
essencial para evitar doenças cardiovasculares. Mas esse
controle não precisa ser tão rígido para todo mundo. É possível
manter a saúde em equilíbrio sem cair na neurose
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Anna Paula Buchalla
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Nos últimos cinco anos, para reduzir ao máximo os riscos de doenças cardiovasculares, prevaleceu na cardiologia a prescrição de baixar, baixar e baixar os parâmetros de pressão arterial, colesterol e glicemia. O paciente estava com a pressão um pouco acima de 12 por 8 e não conseguia reduzi-la com mudanças no estilo de vida? Era bom ele tomar remédio. O colesterol passou de 130? Melhor recorrer logo às estatinas. Os limites desceram tanto que se tornou impossível atingir o número ideal sem medicamentos – ou sem perder um pouco da alegria de viver. Essa rigidez extrema, no entanto, começou a ser questionada há algum tempo nos bastidores dos hospitais e consultórios. Aos poucos, vai aumentando o número de médicos que, em vez de impor índices estreitos para todo mundo, aceitam alargá-los de acordo com o perfil de cada paciente. Recentemente, dois estudos tiraram da sombra a discussão que se trava no meio médico, ao colocar em xeque a redução exagerada dos parâmetros de glicemia e colesterol. “O que se está provando é que, abaixo de determinados limites, se anulam os benefícios decorrentes dessa diminuição ou, pior, todo o esforço pode se transformar em risco para o coração”, diz o cardiologista Raul Dias dos Santos, do Instituto do Coração em São Paulo.
O primeiro estudo, conduzido pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, mostrou que reduzir demais os índices de glicose no sangue pode aumentar o risco de pacientes diabéticos tipo 2 sofrerem um infarto fatal – acidente que, em tese, deveria ser evitado pelo controle glicêmico agressivo. O perigo é tanto que o estudo foi interrompido dezoito meses antes da data prevista para a sua conclusão. “Não há mais dúvida de que, para os pacientes diabéticos, o que vale é manter a glicemia o mais próximo do normal, sem diminuições exageradas”, diz o endocrinologista Marcos Tambascia, da Sociedade Brasileira de Diabetes. O outro estudo, patrocinado por laboratórios, avaliou a redução dos níveis do colesterol ruim, o LDL, pelo uso de remédios que combinam uma estatina com outro redutor de colesterol, o ezetimibe. Em vez de agir no fígado impedindo a fabricação de colesterol metabólico, como fazem as estatinas, o ezetimibe atua no intestino, bloqueando a absorção de colesterol contido nos alimentos. As duas drogas combinadas baixaram em 58% os índices de LDL, o mau colesterol, dos pacientes do estudo. Impressionante? Sim. Mas, ao contrário do que se previa, essa queda abrupta do colesterol LDL não puxou para baixo o número de mortes por infarto e derrame. A poderosa combinação produziu os mesmos resultados da terapia tradicional à base apenas de estatinas.
Com tais resultados, fortalece-se a idéia de que a redução excessiva do LDL não tem um impacto tão grande quanto se imaginava na prevenção de mortes por distúrbios cardiovasculares. Mas você pode tirar o sorrisinho do rosto. As comidas (deliciosamente) gordurosas não estão liberadas, não. O colesterol continua a ser um inimigo do coração. A questão, hoje, é se vale a pena baixá-lo drasticamente, no caso de pacientes com risco moderado de sofrer ataques cardíacos. Mesmo em relação àqueles de alto risco, já há cardiologistas perguntando: quão baixo é baixo demais? De qualquer forma, está-se demonstrando simplista a hipótese de que, quanto menor o LDL, maior é o ganho para a saúde. Sua diminuição, por si só, não bastaria para evitar infartos. “Afirmar que a redução do LDL é suficiente para afastar perigos é como dizer que aspirina é boa para o coração porque diminui a dor de cabeça”, diz o americano Gary Taubes, autor do livro Good Calories, Bad Calories. Nessa linha de raciocínio, os benefícios obtidos com as estatinas se deveriam mais à redução das inflamações das artérias do que propriamente à baixa do LDL. Ninguém discute, porém, o fato de que o aumento dos índices de bom colesterol, o HDL, é uma poderosa medida cardioprotetora. Ocorre que as estatinas agem muito timidamente no aumento do HDL, e ainda não existe um remédio seguro capaz de elevar a concentração dessa gordura saudável no sangue. A única maneira garantida de aumentar significativamente o HDL circulante é justamente circular – ou seja, exercícios aeróbicos e com peso cinco vezes por semana.
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| Laboratório farmacêutico: os fabricantes de remédios são os grandes beneficiados com a rigidez dos controles, já que não dá para manter-se dentro dos limites estreitos sem o auxílio de estatinas, anti-hipertensivos, e por aí vai |
Embora tenham sido demonizados, o colesterol e a glicose são imprescindíveis para o bom funcionamento do organismo. Quando se diminuem dramaticamente esses componentes, o resultado é um desequilíbrio perigoso. A glicose obtida pelo sistema digestivo a partir da metabolização dos carboidratos é o principal combustível das células. O colesterol, por sua vez, é um tipo de gordura de grande utilidade. Serve para sintetizar hormônios, produzir vitamina D e formar membranas celulares. Algumas pesquisas sugerem que níveis muito baixos de colesterol implicam um aumento no risco de aparecimento de tumores malignos. Uma delas foi publicada na revista médica Journal of the American College of Cardiology. A falta de colesterol também está associada com quadros de depressão e ansiedade, porque causa diminuição dos níveis de serotonina, substância cerebral associada à sensação de bem-estar.
Até mesmo baixar demais a pressão arterial pode ser ruim. “Ainda não há consenso sobre até que ponto é seguro reduzi-la”, diz o médico Décio Mion, chefe do departamento de hipertensão do Hospital das Clínicas, de São Paulo. A análise de gráficos mostra que, a partir de patamares abaixo de 12 por 8, ocorre uma curva em J. Ou seja, a incidência de mortalidade entre cardiopatas volta a aumentar. As mortes se dão principalmente nos grupos cuja pressão diastólica, a mais baixa, situa-se em índices inferiores a 6,5. A suposição é que, ao se reduzir a pressão diastólica, diminui-se também a pressão no bombeamento de sangue às coronárias, o que pode causar isquemia.
Atualmente, milhões de pessoas, ao redor do mundo, entopem-se de medicamentos para controlar a pressão, o colesterol e a glicemia. Só as estatinas são consumidas regularmente por mais de 25 milhões de pacientes, dos quais cerca de 500 000 estão no Brasil. Como se chegou a essa perseguição incansável de índices reduzidos de todos esses fatores? Tudo começou no fim da década de 70, quando pesquisadores decidiram investigar populações longevas, com pouca incidência de doenças cardíacas. O que, afinal de contas, chineses, esquimós, japoneses e pigmeus africanos tinham em comum? A resposta não demorou a vir: valores de colesterol, pressão e glicemia abaixo dos habitualmente encontrados entre os ocidentais. Nessas populações, a pressão média era menor do que 12 por 8, o colesterol total ficava em torno de 130 e a glicemia não passava de 100. Foi com base nesses dados que os médicos estabeleceram que o correto era investir na redução drástica dos parâmetros. Decorridos trinta anos de controle férreo, o que se sabe é que a maioria das vítimas fatais de infartos ou derrames apresentava taxas relativamente normais de colesterol. Esse é um argumento e tanto para os que defendem a revisão dos critérios vigentes.
Os cardiologistas também discutem se não se está exagerando na indicação de medicamentos. Nos Estados Unidos, onde se faz propaganda de remédio como de refrigerante, um comercial recente trazia o inventor do coração artificial, o cardiologista Robert Jarvik, à beira de um lago enquanto fazia o elogio do Lípitor, a estatina mais vendida nos cinco continentes. Segundo o comercial, com o remédio é possível reduzir em 36% os infartos em pacientes de alto risco para doenças cardiovasculares. Analisado com lupa, porém, esse número não quer dizer grande coisa. Os estudos que compararam a eficácia do Lípitor em relação a placebos mostram que a taxa de mortalidade por infarto no grupo dos que tomaram o medicamento foi de 2%, contra a de 3% entre os que receberam pílulas de farinha. Outra base estatística, esta utilizada pelos médicos para avaliar a efetividade de um remédio, o NNT (sigla em inglês para Number Needed to Treat), é ainda mais impressionante (veja quadro abaixo).
A polêmica sobre até que ponto vale a pena diminuir os índices de colesterol, glicemia e pressão arterial é mais uma prova de que a medicina é uma ciência de verdades transitórias. Todos esses componentes devem ser levados em conta, repita-se. Entretanto, como se vê agora, o melhor não é seguir baixando-os. Em se tratando de doenças cardiovasculares, os fatores de risco são múltiplos e entrelaçados. Um paciente nunca é igual ao outro, ainda que aparentemente tenham riscos cardiovasculares muito semelhantes. “O tratamento tem de ser individual. A rigidez das metas depende exclusivamente do histórico de cada paciente”, diz o cardiologista Otávio Rizzi Coelho, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Também na cardiologia, o rumo é o da individualização do tratamento. A boa notícia é que, para a maioria das pessoas, essa customização, para usar um termo em voga, representa um afrouxamento dos controles, uma diminuição da neurose em relação à leitura dos exames de check-up e um aumento do índice geral de satisfação e saúde.
| Quando o diet engorda
Agora, até o refrigerante sem açúcar está na berlinda. O consumo de uma latinha da bebida por dia aumenta em 34% os riscos de ocorrência da síndrome metabólica – conjunto de fatores que predispõem às doenças cardiovasculares e ao diabetes. A conclusão é de um estudo feito por médicos da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, e publicado recentemente na revista Circulation, da Associação Americana do Coração. O refrigerante diet (light ou zero, como preferir) seria, inclusive, mais pernicioso à saúde do que a gordura saturada. Para se ter uma idéia, com a ingestão diária de dois hambúrgueres ou de uma porção de batata frita, a probabilidade de manifestação da síndrome metabólica é de 26% e 25%, respectivamente. Os pesquisadores de Minnesota acompanharam os hábitos alimentares de 9 514 homens e mulheres entre 45 e 64 anos durante quase uma década. Ao final, quase metade dos participantes eram portadores da síndrome metabólica. A maioria apresentava acúmulo de tecido adiposo na região abdominal, um dos cinco fatores de risco da doença, ao lado de pressão alta, colesterol e triglicérides alterados e glicemia elevada. Há pelo menos três hipóteses para explicar a influência negativa do refrigerante sem açúcar. A primeira delas diz respeito a substâncias presentes em sua composição. “Suspeita-se de que essas bebidas, como o cigarro, estimulem a inflamação das paredes das artérias, o que pode deflagrar infartos e derrames”, diz o médico Marcus Bolívar Malachias, diretor do departamento de hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia. A outra suposição é de ordem comportamental. Como a bebida é sem açúcar, muita gente acaba abusando de outros alimentos mais calóricos. A terceira hipótese sobre a relação entre refrigerante diet e síndrome metabólica foi fornecida por pesquisadores da Universidade de Purdue, também nos Estados Unidos, em artigo na revista científica Behavioral Neuroscience. Em experiências com ratos de laboratório, eles mostraram que a sacarina (adoçante artificial bastante comum na formulação dos refrigerantes diet) pode engordar mais do que o açúcar. Durante cinco semanas, nove roedores receberam iogurte adoçado com sacarina e outros oito, iogurte e açúcar. Surpreendentemente, ao término dos estudos, os ratos do primeiro grupo estavam 20% mais gordos que os do segundo. A explicação é que, como os alimentos à base de adoçantes artificiais satisfazem menos que os adoçados com açúcar, os ratos do adoçante comeram maiores quantidades. Além disso, com a falta de ingestão de açúcar de verdade, o ritmo metabólico dos roedores baixou, favorecendo o acúmulo de tecido adiposo. Adriana Dias Lopes |



9 jun
“A mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original.”
Albert Einstein
8 jun
“Procure o que há de bom em cada pessoa que vir e em cada situação que viver. Você quase sempre encontrará.”
Brian Tracy