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Resumo cap 19 – A Idade de Colher Frutos, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Publicado por saudesaibavctbem em 9 Junho 2008

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 19 (A Idade de Colher os Frutos):

NUTRICAO CEREBRAL

“Como os demais países em desenvolvimento, o Brasil deverá nas próximas décadas, igualar-se aos do Primeiro Mundo no que diz respeito à doença de Alzheimer, a condição mais crítica que se conhece de degeneração cerebral. (…)

A doença de Alzheimer foi identificada no início do século passado pelo cientista Alois Alzheimer, daí seu nome. Como o hipocampo é a primeira área cerebral a ser afetada no Alzheimer, os lapsos de memória são seu primeiro sinal. (…)

O grande drama do Alzheimer, e o que nos faz pessimistas em relação ao futuro, é que a psiquiatria e neurologia não estão se preparando para tratar da doença preventivamente, considerando a interação entre os seus aspectos nutricionais, toxicológicos e genéticos. Hoje atribui-se toda a responsabilidade do Alzheimer aos genes, o que acaba por simplificar demais a questão: se uma doença tem causa genética, não há o que fazer a não ser tomar medicamentos para impedir seu avanço.

Ainda não se cuida das questões nutricionais e toxicológicas do Alzheimer porque isso exigiria grande reformulação na questão alimentar dos países. Prevenir o Alzheimer a partir de um enfoque ortossistêmico levaria à necessidade de adoção de políticas de saúde que investissem em pesquisas sobre alimento e poluição. E nenhum governo consegue fazer, infelizmente, porque contraria os interesses das indústrias mais poderosas do mundo. (…)

Os fatores ambientais são muito considerados na etiologia do Alzheimer, com destaque para o alumínio, cuja relação com a doença já está comprovada. Nos locais onde há uma incidência alta do metal na água, verificam-se mais casos de pessoas com Alzheimer. (…)

Também são muito comuns entre as alterações encontradas nos cérebros de pessoas com Alzheimer os produtos avançados de glicação, conhecidos pela sigla AGE (advanced glycation end products), que são o resultado de uma reação perigosa que acontece no organismo a partir, mais uma vez, dos radicais livres.

Para compreendermos essa reação, é preciso fazer uma diferenciação muito importante entre os dois processos de incorporação da glicose à proteína no organismo: a glicosilação, que é uma reação benéfica, modulada por enzimas, e que forma substâncias úteis para o funcionamento das membranas celulares, e a glicação, um processo em que a glicose se incorpora à molécula da proteína através da oxidação, sem a participação de enzimas. (…)

A questão da contaminação por metais também tem-se mostrado muito importante nos distúrbios mentais comuns da última fase da vida. Além do alumínio, o chumbo, o mercúrio e outros metais têm mostrado efeitos dramáticos. Quem fumou durante toda a vida, por exemplo, frequentemente está intoxicado com cádmio e níquel. O primeiro é conhecido por suas consequências renais, mas também é séria ameaça à integridade cerebral. (…)

Ainda sobre esses minerais prejudiciais à saúde, é importante lembrar que o teor deles nos alimentos refinados é muito grande. A farinha branca, por exemplo, tem mais cádmio do que zinco, mineral que é antagonista do cádmio. Já na farinha integral essa relação não existe, há muito mais zinco. (…)

Uma Nova Maturidade

Por diversas estratégias, o bombardeio de substâncias estressoras no cérebro vai lentamente causando a degeneração de seus circuitos cognitivos, afetivos e psicomotores, bloqueando a inteligência emocional. Até que no último estágio da vida, quando as pessoas deveriam estar colhendo os frutos de tudo o que fizeram, os distúrbios da mente explodem, tornando a velhice a fase mais triste e sofrida da vida. (…)”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar]

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Resumo cap 18 – Mais Prazer na Vida Adulta, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Publicado por saudesaibavctbem em 8 Junho 2008

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 18 (Mais Prazer na Vida Adulta):

NUTRICAO CEREBRAL

“Hoje em dia, todas as pessoas conhecem alguém, quando não elas próprias, que está com alguma forma de depressão. Podemos comprovar bem perto de nós, em nosso próprio círculo de relacionamentos, o que a Organização Mundial da Saúde afirma sobre a doença: em termos mundiais, a depressão vem crescendo na proporção de 1% ao ano. (…)

Homens e mulheres reagem à depressão de formas diferentes, em função dos hormônios. Nos homens, a depressão pode chegar a transformá-los em homicidas em potencial. A depressão mascarada masculina não se revela com frequência na fome de carboidratos, como acontece com as mulheres, especialmente aquelas em crise de tensão pré-menstrual, mas sim nos comportamentos violentos, nas reações desproporcionais aos fatos. (…)

Podemos afirmar que a depressão, surge como resultado de um esgotamento do cérebro, de um acúmulo de lesões por falta ou alteração no funcionamento dos neurotransmissores. (…)

As Formas de Tratar a Depressão

Se estamos sob forte estresse emocional, e se não temos boa quantidade de ômega 3 no cérebro, acontece a produção de uma enzima chamada PLA2 (fosfolipase A2), que se fixa na membrana das células nervosas. Quanto mais tensos, mais fabricamos PLA2, que desregula os receptores 1 e 2 de serotonina e da dopamina e produz depressão. (…)

O lítio é o mineral que inibe no cérebro a produção de PLA2 e, com isso, promove a regulação dos receptores, fazendo com que os do tipo 1 da serotonina aumente e os tipos 2 de serotonina e da dopamina diminuam, além de aumentar a produção desse receptor. (…)

Atualmente utiliza-se muito o carbonato de lítio no combate à depressão, mas essa prática vem sendo questionada pela psiquiatria ortossistêmica em função do baixo poder de penetração desse composto nas células. (…)

A outra forma mais comum de tratar a depressão atualmente é igualmente polêmica. Trata-se da administração de medicamentos que conseguem manter artificialmente maior quantidade de serotonina no cérebro, interferindo nos seus processos naturais. (…) Mas o cérebro fica sem estoques de regulação de serotonina, importantes para ativar a imaginação quando é preciso superar uma crise eventual. Por isso a medicação, cedo ou tarde, não fará efeito.

O marketing da indústria farmacêutica tem difundido a crença não comprovada da existência de uma excessiva aceleração no transporte (recaptação) de serotonina em pessoas deprimidas, para justificar a venda de inibidores de recaptação como antidepressivos “sem efeitos prejudiciais a médio e longo prazos”. Essa afirmação, entretanto, não leva em conta a necessidade de reposição de nutrientes que funcionam como precursores de serotonina, tais como o triptofano (…), e nem os co-fatores que funcionam como auxiliares da síntese de serotonina: as vitaminas C, B6, ácido fólico, B12, e os minerais zinco, lítio e outros. (…)

É claro que em algumas pessoas, em crises mais acentuadas, a utilização de antidepressivos é inevitável, mas ainda assim julgamos que ela não é feita de forma adequada na grande maioria dos casos. Os inibidores de recaptação de serotonina, por exemplo, pode afetar seriamente o cerébro e por isso quem os utiliza deve tomar, também, muitos antioxidantes. (…)

Na verdade, todas as formas clássicas de tratar a depressão merecem atenção severa porque não consideram aquele tridente de estressores sociais, psicológicos e biológicos que convergem para o cérebro e produzem o estresse oxidativo. (…)

A Insensata Busca Moderna pelo Alimento

Cena comum no supermercado: o consumidor tira um produto da prateleira e imediatamente gira a embalagem à procura do rótulo. E ali fica, contemplando as pequenas tabelas e fazendo seus cálculos mentais. Quer saber se as calorias contidas naquela caixinha excedem ou não a cota estabelecida, normalmente por ele próprio, para evitar o ganho de peso. E confiante de que está fazendo sua parte para manter-se magro e saudável, coloca o produto no carrinho de compras e sai em busca de novos alimentos probres em calorias. (…)

Em primeiro lugar, já caiu por terra a idéia de que alimentação pode ser traduzida em números e a velha tabela de calorias vem se mostrando algo muito simplista diante de toda a riqueza contida nos alimentos. Na concepção metabólica e bioquímica do organismo, não é o número de calorias que se ingere que faz a diferença para uma vida mais feliz, uma mente mais criativa ou mesmo uma silhueta mais bonita.

Além de nutrir, os alimentos funcionam como grandes estimuladores dos processos de eliminação do organismo, porque seus nutrientes nada mais são do que coadjuvantes nos processos metabólicos. Por isso é muito importante conhecer os processos de formação de energia. O fundamental não são as calorias, os números, mas sim a quantidade nutricional do que comemos, suas vitaminas, minerais, proteínas, carboidratos e gorduras saudáveis.

Existe uma cascata real de distúrbios causados pela má alimentação e má absorção que determina reflexos reais no corpo e na mente. A falta de vitaminas e minerais nos alimentos começa a baixar o poder digestivo e a produção das enzimas pancreáticas, causando a má digestão das proteínas, como é comum acontecer com as do leite e do pão.

A falta de minerais e vitaminas e a má digestão dos amigos vai estimular os germes oportunistas. Com isso acontece a disbiose, que produz corticóides e radicais livres, levando a inflamações não apenas nas paredes do intestino, mas também na barreira hemotoliquórica. É por esse processo que as substâncias nocivas ao cérebro acabamm por intoxicar os neurônios e a glia.

Outra questão muito importante é o excesso de alimentos industrializados na dieta. Vejamos o caso de duas substâncias muito comum neles: o aspartame e o glutamato monossódico. Descoberto em 1969 por cientistas que procuravam inventar um remédio para gastrite, o aspartame logo se tornou um dos mais usados adoçantes do mundo. Já o glutamato monossódico, um sal sintético descoberto no Japão no início do século passado, é utilizado em larga escala para realçar o sabor dos alimentos.

O grande problema da utilização abusiva dessas duas substâncias tão presentes na alimentação moderna é o fato de ambas já estarem presentes no organismo. Com a função de excitar os neurônios, o glutamato e aspartame são os dois aminoácidos mais abundantes no cérebro e por isso devemos absorver esse aminoácidos normalmente pela alimentação. (…) Essas substâncias acabam por abrir os canais de cálcio dos neurônios, o que provoca uma superexcitação nervosa. A consequência mais comum disso é a enxaqueca, mas acontece também a produção de radicais livres que matam neurônios cognitivos, causando problemas de memória e Alzheimer. (…)

A Candida albicans está envolvida, mais uma vez. Porque quando tomam aspartame para emagrecer, as pessoas estão oferecendo ao germe seu melhor alimento, uma arma para que ele fure as barreiras do intestino e do cérebro. O aspartame é a matéria-prima que a Candida albicans necessita para fabricar a aspartatoprotease, uma enzima com a qual produz não apenas as enxaquecas, mas também a depressão, a fadiga crônica. Além disso, a Candida albicans libera mais de 80 toxinas que provocam a depressão do sistema imunológico e a da tireóide e sobrecarregam o fígado, o que é mais uma razão para as enxaquecas. (…)

Mais uma questão interessante diz respeito ao café. Pouca gente imagina que uma bebida estimulante possa ter participação na depressão, mas isso é fato. A cafeína bloqueia no organismo o inositol, um tipo de açúcar fundamental para a memória e que produzimos após uma noite bem dormida. Um estudo realizado pela Universidade de Israel mostrou que o inositol, em altas doses, cura casos de depressão, ansiedade, pânico e pensamento obsessivo. (…)

Desvantagens Femininas

Já está bem estabelecido o fato de que as mulheres sobre mais de depressão e ansiedade do que os homens. Uma das razões disso é a “fome de carboidratos”, sintoma comum na fase que antecede a menstrução, e que as tornam mais vulneráveis à ação da Candida albicans.

Além de liberar toxinas que prejudicam o cérebro, esse germe perigoso bloqueia a ação da vitamina B6, importantíssima para o órgão. As mulheres em geral têm quase o dobro da carência de B6 do que os homens e por isso apresentam mais depressão, ansiedade e fadiga crônica. Adicionalmente, o germe bloqueia o ácido lipóico, uma vitamina antioxidante importantíssima para o combate ao estresse oxidativo. (…)

Sabemos que os radicais livres afetam sobremaneira a memória, mas nas mulheres esse fato pode coincidir com a fase em que a produção dos hormônios femininos está decaindo, o que agrava o problema. (…)

Mulheres que tomam pílula anticoncepcional ou que fazem reposição hormonal clássica são as maiores vítimas dos distúrbios de memória porque os estrógenos sintéticos modificam as moléculas dos hormônios naturais femininos. (…)

Inevitavelmente, essas constatações nos levam, mais uma vez, à comparação com as sociedades que vivem mais próximas à natureza. Não há praticamente problemas de tireóide em povos que se alimentam de peixes, que são ricos em iodo. Por isso a nutrição ortomolecular utiliza muito as algas, as principais fontes alimentares dos peixes, que possuem grande variedade de minerais. O iodo é um grande recurso natural para “adubar” a glândula tireóide, estimulando sua produção hormonal. Utilizado em sincronia com a vitamina B6, o mineral diminui em muito as chances de problemas tireoidianos.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar]

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Resumo cap 16, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Publicado por saudesaibavctbem em 1 Junho 2008

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 16 (Para Crianças Mais Felizes e Bondosas):

NUTRICAO CEREBRAL

“Chegar ao mundo passando por um gestação tranquila, em que houve boa disponibilidade de nutrientes, é algo que aumenta as chances de felicidade de qualquer ser humano. Entretanto, como a evolução é o grande propósito da natureza, a infância, primeira etapa da vida, oferece uma oportunidade única de reparar eventuais danos da gravidez, para dar origem a uma existência feliz e criativa. (…)

A recuperação de danos é realizada, principalmente durante o sono do bebê e por isso os recém-nascidos precisam dormir tanto. (…)

Hoje se sabe que o metabolismo de uma criança é seis vezes mais rápido que o de um adulto. Essa descoberta, inclusive, foi a que deu o Prêmio Nobel ao cientista Pierre Le Compte du Nouy (…). Esse dado deixa clara a vulnerabilidade da saúde infantil e alerta para diversos perigos, inclusive o uso de medicamentos. Infelizmente, vem-se tornando comum a utilização abusiva de antibióticos e antiinflamatórios em crianças.

Quase não se usa na pediatria básica dar lactobacilos para corrigir a flora intestinal das crianças e pouco se considera a importância do zinco para a formação do sistema imunológico e para a absorção e fixação das vitaminas, especialmente a vitamina A, que promove a resistência da pele e das mucosas. Por isso é tão comum que crianças apresentem infecções constantes, como as de ouvido. (…)

Quando se utilizam alimentos no tratamento do autismo – e infelizmente poucos centros psiquiátricos o fazem atualemente –, o que se considera principalmente é a depressão imunológica provocada pela carência de zinco, que é agravada pelo excesso de carboidratos refinados. Como se sabe, esses dois fatores fazem proliferar tanto a Candida albicans como a Clostridium difficile, cujas toxinas estão envolvidas também em outros distúrbios infantis, como o distúrbio do déficit de atenção (DDA). (…)

Como o autismo, o DDA vem aumentando significativamente em crianças nas últimas décadas. E as causas desse distúrbio infantil certamente podem estar nas questões alimentares, mais especificamente no aumento da permeabilidade intestinal e nas proteínas não digeridas do glúten e da caseína. Quando são absorvidas pelo intestino e passam para a corrente sanguinea, as proteínas mal digeridas do leite e do trigo podem produzir no liquor do cérebro derivados de substâncias estimulantes. É o que provoca a agitação típica do distúrbio do déficit de atenção (DDA) e a hiperatividade. (…)

É muito importante o fato de que os distúrbios mentais mais comuns da infância começam a ser relacionados com erros alimentares, e já existem diversas pesquisas provando que a utilização de smart nutrients pode produzir excelentes resultados na reversão de muitos desses distúrbios. No que diz respeito ao DDA, comprovou-se que o uso de ômega 3 associado à restrição de carboidratos refinados, corantes, chocolate, cafeína e gorduras trans e hidrogenadas, que fornecem excesso de ômega 6, pode dar ótimos resultados. (…)

Existe uma relação na incidência da deficiência de ômega 3 como o DDA na infância, a esquizofrenia na adolescência, a depressão na vida adulta e a doença de Alzheimer na velhice. (…)

A verdade é que à medida que aumenta na dieta infantil a quantidade de substâncias que podem gerar uma alteração neurológica, também crescem as chances de disfunções sérias no presente e no futuro. Quanto mais perde energia no lobo frontal, por falta de nutrientes, mais dificuldade a criança terá para adquirir conhecimentos e assimilar as lições que a vida oferece. (…)

Um outro cuidado fundamental que se deve ter com a saúde infantil diz respeito aos metais tóxicos. (…)

O mercúrio, por exemplo, que ainda aparece na fórmula de muitos agrotóxicos utilizados no Brasil, bloqueia as bombas injetoras que promovem a entrada da vitamina B12 no cérebro, o que pode causar distúrbios psiquiátricos graves também em crianças. Esse é um dado pouco difundido porque muitas pessoas psicóticas costumam apresentar níveis de B12 normais no sangue. Entretanto, quando a dosagem é realizada no liquor, os níveis da vitamina estão frequentemente baixos. O mesmo ocorre com o ácido fólico.

Já o chumbo, comprovadamente, causa hiperatividade e DDA. Tal fato é levado tão a sério que em alguns países crianças em idade escolar devem fazer testes para verificar se estão ou não contaminadas por chumbo. Infelizmente essa prática não existe entre nós e muitas marcas de tintas ainda contêm chumbo em sua composição. Também verificou-se a presença do metal na tinta de brinquedos provenientes da China.

Em alguns países, como os Estados Unidos, o cuidado com a contaminação por chumbo é tão grande que existe uma fiscalização rigorosa de solos para plantio, já que no passado a gasolina continha chumbo e muitas terras próximas a estrada estão hoje impregnadas com o metal. Também não se admite a construção de parques infantis em áreas contaminadas com chumbo. (…)

A relação entre as doenças modernas com os fatores nutricionais é bastante evidente e as poucas civilizações que ainda se alimentam de forma natural a reforçam. (…)

Um componente da alimentação infantil que merece maiores considerações é certamente o açúcar refinado, pois é grave a permissividade com que ele é utilizado. (…) Como vimos, oa açúcar refinado faz perder cromo e ainda zinco pela urina, tornando as crianças mais predispostas à depressão e a problemas imunológicos, entre outros. (…)

A criança ainda não conhece o sabor dos alimentos e por isso a introdução de açúcar é totalmente desnecessária, assim como o sal nas comidas salgadas. É preciso dar às crianças a oportunidade de experimentar o sabor natural dos alimentos. (…)

Quanto melhor a criança se alimenta, maior a disponibilidade de nutrientes benéficos para seu cérebro. Mais ela tem inteligência emocional, mais ela é criativa, bondosa e mais cedo assimila as vantagens da colaboração e da amorosidade sobre a competividade ou a alienação.

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar]

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Resumo cap 15, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Publicado por saudesaibavctbem em 31 Maio 2008

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 15 (Preparando o Terreno da Felicidade):

NUTRICAO CEREBRAL

“Uma pesquisa realizada há poucos anos na cidade de Los Angeles, EUA, constatou que nove entre dez bebês vinham sendo abortados ainda na fase ovular, nos primeiros dias da gravidez. Como o aborto espontâneo de óvulos defeituoso é uma estratégia natural de proteção das espécies, esse dado aponta para um comprometimento precoce do material genético dessas mulheres, representantes bem significativas da sociedade moderna. (…)

Um dos maiores desafios da gestação é otimizar da melhor forma o ácido fólico e a vitamina B12 no organismo da mãe e do bebê. (…)

As mulheres que engravidam, e aquelas que pretendem engravidar, devem ter atenção especial com os nutrientes porque a falta deles pode determinar danos irreversíveis. Sem as vitaminas, minerais, aminoácidos e gorduras certas, as mulheres se tornam candidatas a distúrbios sérios que podem comprometer sua saúde e a saúde de seus bebês. (…)

O magnésio é outro mineral que merece atenção durante a gravidez, já que a hipertensão e, consequentemente, a eclâmpsia podem ter como causa sua falta no organismo. O magnésio é um mineral importantíssimo para o controle da pressão arterial e em muitos casos sua carência é causada pela ingestão exagerada de açúcares. (…) O fato é que uma gravidez tranquila, do início ao fim, depende essencialmente da quantidade e da qualidade dos nutrientes ingeridos pelas gestantes. (…) Por isso é de grande interesse para as mulheres grávidas ou que querem engravidar o trabalho do pesquisador David Heber, diretor do Centro para Nutrição Humana da Universidade da Califórnia. Com o intuito de relacionar as doenças modernas com dietas equivocadas, ele fez um levantamento dos maiores mitos alimentares, alguns particularmente interessantes para as gestantes. (…)

Algumas mulheres grávidas substituem o açúcar refinado pelo aspartame, sem saber que tal troca consiste em um risco para seus bebês. (…)

E como vivemos uma época de obsessão pela magreza, todas as gestantes devem saber ainda que é muito mais importante escolher alimentos pelos seus nutrientes do que pelo número de calorias. (…)

A questão das gorduras também acabou se transformando em um mito alimentar muito grande durante a gravidez. Entretanto, em nenhuma outra fase da vida as gorduras de boa qualidade são tão importantes para a mulher, já que a boa formação dos bebês depende dos ácidos graxos essenciais, como o ômega 3. Não podemos esquecer nunca que o cérebro humano é formado em sua maior parte por essas gorduras (…)

Não existe um bom colesterol e um mal colesterol. (…) O que se convencionou chamar de colesterol ruim, o LDL, é na verdade um tipo de colesterol que passaremos a chamar de colesterol nativo, que sofreu a ação dos radicais livres.

O LDL nativo possui em sua estrutura uma capa protetora rica em antioxidantes, como o licopeno e vitaminas, principalmente vitamina E, e plasmalógenos. Sob a ação dos radicais livres, o colesterol nativo perde essa capa protetora e fica flutuando nos vasos sanguineos. Os macrófagos (células do sistema imunológico) percebem essa anomalia e engolem o colesterol, como fazem com todas as substâncias que não reconhecem. Envenenados com as substâncias oxidadas, os macrófagos estufam, se transformam em células espumosas e morrem, formando as placas que entopem as artérias. (…)

É evidente que taxas muito elevadas de colesterol são preocupantes, mas, na grande maioria dos casos, taxas acima da média podem ser normalizadas com a adoção de uma dieta antioxidante. (…)

A verdade é que uma alimentação antioxidante é fundamental durante a gravidez, para suprir a mulher e o bebê de todos os nutrientes de que precisam. (…)

Já se sabe agora que a nutrição é capaz de modular sistemas genéticos, o que vai contra o fatalismo da genética. Esses estudos reforçam a importância dos nutrientes para a formação neurológica do bebê durante a gestação e certamente permitirão, no futuro, avaliar o impacto da nutrição sobre a questão genética, o que é revolucionário. (…)

Se um homem está malnutrido, não haverá boa seleção de espermatozóides para a fecundação. (…)

Quem não tem alergias alimentares e está com o intestino em boas condições certamente conta com boa saúde para gerar uma nova vida. (…)

Finalmente, é muito comum que a gestante apresente anemia, para a qual os suplementos de ferro são imediatamente recomendados. Entretanto, dentro do enfoque ortossistêmico, o mais correto nesses casos é dosar a ferritina, proteína na qual são depositadas as reservas de ferro do organismo. Muitas vezes alguns obstetras se precipitam e não distinguem qual tipo de anemia que a gestante apresenta. Quando a anemia é causada por falta de B12 e ácido fólico, e recomenda-se ferro para a mulher, há risco sério de intoxicação por esse metal, o que leva a uma alta produção de radical hidroxila. (…)

Por isso é muito perigoso administrar ferro nos casos de anemia sem dosar a ferritina, já que a falta do mineral pode estar sendo causada por outros fatores.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar]

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Resumo cap 12, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Publicado por saudesaibavctbem em 22 Maio 2008

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 12 (Os Smart Nutrients):

NUTRICAO CEREBRAL

“(…) Os Smart Nutrients são vitaminas, minerais, aminoácidos e gorduras que vêm apresentando uma ação positiva sobre todos os códigos de funcionamento do cérebro. (…)

O maior diferencial dos smart nutrients é o poder de melhorar especialmente a nutrição do córtex frontal, a região do cérebro mais sensível aos nutrientes e mais vulnerável à ação dos agentes poluentes, de qualquer ordem. Alguns smart nutrients também atuam destruindo os radicais livres, que degeneram o cérebro, e aumentando a produção de seus antioxidantes naturais. (…)

Atualmente, a lista de smart nutrients é muito grande e a todo momento uma nova pesquisa científica nos revela o valor de mais uma substância para otimizar as funções do cérebro. (…)

Vitamina D

(…) Acredita-se que a ação benéfica da vitamina D para a produção de NGF se dê pelo aumento que ela promove na síntese de proteínas que fixam o cálcio no interior das células. (…)

Vitamina E

(…) Tem papel protetor dos neurônios, que exerce fixando-se nas membranas das células, ricas em fosfolipídeos. Como é solúvel em gorduras (liposolúvel), a vitamina E impede as lesões do cérebro, composto de gorduras em sua maior parte. (…)

Tem também efeito protetor sobre o sistema imunológico e combate a oxidação do colesterol LDL.

Vitaminas do Complexo B

Estão envolvidas nos processos mitocondriais, daí terem uma importância imensa para o sistema nervoso. A vitamina B1 (tiamina) é essencial para a transformação de glicose em energia (…)

A vitamina B2 (riboflavina) é importantíssima para a memória, o humor e a aquisição de conhecimentos, pois regenera o glutatião, um dos maiores protetores celulares contra a ação dos radicais livres. (…)

A vitamina B3 (niacina) participa da manutenção de substâncias químicas nervosas e hormônios que regulam a memória e o pensamento. (…) Já a vitamina B6 (piridoxina) é muito importante para a formação de neurotransmissores (…).

Atuando sinergicamente, as vitaminas B12 e o ácido fólico vêm sendo muito utilizados no tratamento dos processos neurodegenerativos, pois ambos participam da síntese do DNA mitocondrial (…). Eles também participam da formação da bainha de mielina, que circunda os neurônios e acelera a condução dos sinais nervosos. (…)

Vitamina C

(…) Hoje, a vitamina C também está incluída no rol dos smart nutrients, pois, além de ser um dos mais poderosos antioxidantes que existem, tem o extraordinário poder de intensificar a ação antioxidante de diversos outros nutrientes. (…)

Cromo e Vanádio

Esses oligoelementos, que atuam de forma sinérgica no organismo, têm uma importância enorme no aproveitamento do principal combustível do cérebro, a glicose, pois são fundamentais para o bom funcionamento dos receptores da insulina. (…)

Selênio

É um oligoelemento que tem sido bastante utilizado como smart nutrient, pois é talvez o de maior poder contra os efeitos nocivos dos radicais livres. (…)o selênio ajuda a remover os minerais tóxicos que provocam problemas cerebrais como mercúrio, chumbo, bismuto, níquel e cádmio. O mineral tem ainda um papel protetor sobre a parede vascular, protegendo o cérebro de AVC (acidente vascular cerebral).

Lítio

É um mineral que estimula o prazer e o amor e inibe os receptores do circuito da dor. (…)

Zinco

Faz parte de uma enzima importantíssima no organismo que atua como um antioxidante primário, a SOD (superóxido dismutase). (…) Um indivíduo estressado tem formação deficiente de ácido clorídrico e por isso não consegue assimilar muito bem o zinco de sua alimentação. (…) Outra característica importante do zinco é sua ação protetora contra intoxicações por minerais tóxicos como o chumbo, o mercúrio e o cobre.

Cálcio e Magnésio

Ambos são minerais importantíssimos para os processos cerebrais. O cálcio participa da formação do óxido nítrico, um gás fundamental no organismo que possui ação vasodilatadora e beneficia a formação da memória. (…) Hoje reconhece-se muito a importância do cálcio, mas não se dá a mesma importância ao magnésio, que funciona como um bloqueador fisiológico do cálcio e evita que seu excesso provoque perigosas calcificações nas artérias e nos rins.

Ácidos Graxos Tipo Ômega 3

É uma gordura que possui enorme relevância fisiológica. No que se refere ao cérebro, o ômega 3 é excelente para a memória e aumenta os receptores de serotonina, dopamina e noradrenalina. Admite-se agora que, nas células, o ômega 3 fica localizados nos plasmalógenos, potentes antioxidantes encontrados principalmente nas membranas celulares dos neurônios, protegendo o cérebro e o sistema nervoso central dos radicais livres. (…)

Melatonina

É certamente o mais potente antioxidante endógeno que temos, pois faz uma verdadeira faxina de radicais livres no organismo durante a noite, sob o efeito da escuridão, em especial durante o sono REM (rapid eye moviment). (…)

Soja

Contém várias substâncias com valor nutricional e nutracêutico de relevância. A isoflavona e alguns de seus derivados (…) são exemplos. Estas substâncias são poderosos antioxidantes e possuem valor fitoestrogênico. Atribui-se ao estrogênio a função de reduzir a produção de placas amilóides no cérebro e auxiliar na preservação da memória, duas condições associadas à doença de Alzheimer.

A isoflavona tem atividade cerebral e inibe o progresso da aterosclerose e outras doenças neurodegenerativas (…).”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar]

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Resumo capítulo 10, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Publicado por saudesaibavctbem em 18 Maio 2008

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 10 (A Diferenciação Alimentar):

NUTRICAO CEREBRAL

“Muitos estudiosos da evolução creditam a degeneração da saúde e inteligência do homem a causas nutricionais. Segundo eles, não teria havido tempo suficiente para que o código genético humano modificasse suas informações de forma a fabricar enzimas capazes de digerir completamente os novos alimentos que o homem vem introduzindo em sua dieta. (…)

Enquanto viveu como caçador-coletor, o homem teve uma excelente disponibilidade de vitaminas, minerais e gorduras saudáveis para promover o aperfeiçoamento de sua inteligência. Até que, há cerca de 10 mil anos, o homem parou de deslocar-se em busca do alimento e se fixou na terra, desenvolvendo a agricultura e a criação de animais. Foi quando aconteceu a primeira grande modificação da dieta humana, com a introdução dos grãos, pães, leite e derivados.

Há pouco mais de 50 anos, com o advento da industrialização dos alimentos, uma outra grande modificação alimentar ocorreu, com a introdução dos fast-foods, gorduras processadas e alimentos exageradamente açucarados. Segundo os pesquisadores, essa nova dieta vem determinando mudanças importantes, às quais o código genético humano definitivamente ainda não conseguiu se adaptar.

Hoje, frutas, legumes e verduras são alimentos cada vez mais raros nas dietas da maior parte da população. As gorduras saudáveis do peixe foram substituídas pelas gorduras processadas e hidrogenadas (margarinas), que são altamente oxidantes, ou seja, trabalham a favor dos radicais livres. Não é de se admirar, portanto, que as doenças mentais e físicas venham aumentando em ritmo acelerado nas sociedades que se afastaram da alimentação natural. (…)

Vejamos a questão dos ômegas, tipo de gorduras poliinsaturadas essenciais para o funcionamento cerebral.

Para que os ômegas exerçam sua ação benéfica, é preciso haver uma proporção exata deles: uma molécula de ômega 3 para cada quatro moléculas de ômega 6. Mas quando se come gorduras hidrogenadas ou processadas demais, acontece um desequilíbrio dos ômegas, com o aumento brutal dos ômegas 6, que então passarão a produzir substâncias neurotóxicas, que inflamam o cérebro. E onde há inflamação, há estresse oxidativo. (…)

Com o refinamento, grãos e farinhas perdem substâncias preciosas para a saúde, como o cromo, mineral que ajuda a estabilizar o açúcar no sangue, o que é uma garantia de saúde física e mental. Além de não possuírem o mineral, os carboidratos refinados ainda provocam a perda do cromo pela urina e o aumento de peso. Grãos e farinhas refinados perdem também fibras, que ajudam a disponibilizar a glicose mais lentamente para o organismo, o que é muito bom, pois evita uma liberação muito rápida da insulina. (…)

Quem não come frutas, verduras, legumes e grãos integrais cedo ou tarde começa a apresentar sintomas que são resultado de um estado de desnutrição, quadro cada vez mais comum em pessoas que nunca experimentaram a fome. Trata-se uma desnutrição subclínica, que não acontece por ausência de alimento, mas sim pela falta de nutrientes. (…)

Escolher os alimentos sob a ótica do que é mais fácil ou atraente representa um risco muito sério. Nossa alegria de viver, nosso potencial hormonal e imunológico, enfim, o bem-estar físico e mental estão diretamente ligados ao estilo de alimentação que adotamos. (…)

Cada célula é dependente de cerca de 40 nutrientes para se manter saudável, e quando essa demanda não é satisfeita, a célula entra em sofrimento. No cérebro, isso é o início dos processos neurodegenerativos e do envelhecimento precoce. (…)

Seja nos casos onde há falta de sensibilidade dos receptores, seja quando há uma deficiência em sua produção, estamos, novamente, diante da questão dos nutrientes. Para produzir e fazer funcionar qualquer proteína receptora é necessária uma grande variedade de vitaminas, minerais e aminoácidos, que apenas uma alimentação bem equilibrada pode fornecer.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar]

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Ômega-3 e a Nutrição Inteligente

Publicado por saudesaibavctbem em 20 Abril 2008

Os esquimós da Groenlândia e os americanos nativos do Alasca, conhecidos por se alimentarem com carne de foca e baleia, muito ricas em gordura, sempre foram pouco afetados por doenças do coração. No Brasil, 35% das mortes em adultos são decorrentes de doenças cardiovasculares e câncer. Nos Estados Unidos existem atualmente mais de 60 milhões de pessoas portadoras de doenças cardíacas.

A resposta para esse enigma encontra-se na nutrição e no estilo de vida. Os povos que vivem nas regiões frias, além de praticarem atividade física, consomem peixes e frutos do mar que são muito pobres em gorduras saturadas e ricos num ácido graxo polinsaturado de cadeia longa, chamado ômega-3.

O ômega-3, encontrado no óleo de certos peixes, ajuda a reduzir a gordura total no sangue, reduzindo o LDL (mau colesterol) e aumentando os níveis de HDL (bom colesterol).

Além disso, auxilia na redução dos níveis de triglicérides (gorduras) na circulação sanguínea e participa de mecanismos de p roteção ao endotélio, as células que revestem as paredes das veias e artérias.

Um estudo da Universidade de Tsukuba, no Japão, mostrou que a produção de óxido nítrico, um potente dilatador dos vasos sangüíneos, aumenta poucos minutos após a ingestão de ômega-3.

A soma dessas ações leva a uma melhora na fluidez do sangue, ajudando a regular a sua coagulação, reduzindo a pressão arterial e diminuindo assim, o risco de ataques do coração e derrames cerebrais.

Porém não restam dúvidas de que esses efeitos positivos na saúde somente serão evidenciados quando acompanhados por uma alimentação equilibrada e um estilo de vida saudável.

Na natureza, as melhores fontes de ômega-3 são os peixes marinhos de águas frias, principalmente o salmão, bacalhau, arenque, anchovas, sardinhas, além de outros frutos do mar, como lagostas e camarão. Nozes e alguns óleos vegetais também apresentam bons níveis desse ácido graxo.

No dia-a-dia agitado que vivemos no século XXI, fica muito difícil incluirmos esses peixes ricos em ômega-3 na nossa dieta pois, além de caros, são difíceis de encontrar e não fazem parte do cardápio típico do brasileiro.

Para receber um benefício apreciável na nossa saúde, precisaríamos ingerir esses alimentos no mínimo 3 vezes por semana, segundo estudo publicado pelo Jornal da Associação Médica Americana.

Além disso, muitas pessoas diminuem drasticamente a ingestão de gorduras quando querem controlar seu peso, privando o organismo dos ácidos graxos essenciais.

Assim, o uso de suplementos de ômega-3 é uma maneira inteligente de complementar as necessidades diárias desse nutriente tão importante.

Use a cabeça e proteja seu coração!

Sucesso e saúde para todos.

Autor: Dr.Nataniel Viunisk, Médico nutrólogo.

Fonte: Revista Today – edição 87 – outubro/2005.

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Efeitos biológicos dos ácidos graxos ômega 3 sobre a saúde humana

Publicado por saudesaibavctbem em 18 Abril 2008

Os hábitos alimentares e os ácidos graxos essenciais

Óleo é um tipo de gordura. E gordura costuma ter certa má fama entre a maioria das pessoas, mas é preciso lembrar que o mal está nos excessos. Além disso, há lipídios que são indispensáveis para a saúde do organismo. Por exemplo, a família dos ácidos graxos poliinsaturados (PUFA – Polyunsaturated Fatty Acids), que são conhecidos como “óleos essenciais”, ou, mais corretamente, “ácidos graxos essenciais” (EFA – Essential Fats Acids). Esse nome é porque, assim como as vitaminas, eles são vitais para nós, mas não podem ser produzidos pelo corpo; assim, precisam ser obtidos na alimentação.

Só que há um problema: com as mudanças nos hábitos alimentares que a sociedade tem provocado ao longo dos últimos tempos, os níveis de alguns desses ácidos graxos essenciais (EFA) na dieta cotidiana têm se tornado criticamente baixos. Enquanto isso se observa um cada vez mais perigoso aumento de gorduras saturadas, as consideradas verdadeiramente “más”.

OS EFA são divididos em dois grupos: os do tipo Ômega-6 e os do tipo Ômega-3. Precisamos de ambos, e um tipo não pode ser transformado no outro; conseqüentemente, os dois precisam constar da nossa dieta de forma balanceada, para que tenhamos boa saúde. Entretanto, não é o que se tem observado. Na verdade, os níveis de Ômega-6 têm aumentado na dieta, em contraposição aos níveis de Ômega-3, que têm caído sistematicamente. O ideal seria que os Ômega-6 ficassem acima dos Ômega-3 apenas 4 ou 5 vezes, mas a realidade é que a diferença está em torno de 10 a 12 vezes. Conhecendo a grande importância dos Ômega-3 para a saúde, sua carência é vista como um dos principais motivos para o aumento de várias doenças no mundo.

Falando agora somente nos Ômega-3, dizemos que ele formam uma família também de dois grupos: o de cadeia curta e o de cadeia longa. O de cadeia curta é o ALA (ácido alfalinoléico), presente em alguns alimentos vegetais, incluindo óleos como o de linhaça e canola. O grupo de cadeia longa é composto pelo EPA (ácido eicosapentaenóico) e o DHA (ácido docosahexaenóico), que são sintetizados por minúsculos organismos vegetais marinhos, os fitoplânctons, mas são encontrados em peixes marinhos de águas frias e profundas, salmão, sardinha, cavala, arenque, bacalhau, anchova, que se alimentam de fitoplânctons, e também em certos frutos do mar, a exemplo de lagostas e camarões.

Embora se saiba que o ALA, obtido em vegetais, é convertido em EPA e DHA dentro do nosso organismo, pairam sérias dúvidas se as fontes vegetais de Ômega-3 podem efetivamente suprir as quantidades de EPA e DHA requeridas para a saúde. Daí a exigência de consumo de alimentos ricos em EPA e DHA.

Mas há uma dificuldade nesse ponto. Por exemplo, o Dr. Nataniel Viuniski, um dos maiores especialistas brasileiros em obesidade infantil, e membro do Conselho Médico-Científico da Herbalife, chama a atenção para a realidade cotidiana: “No dia-a-dia agitado que vivemos no século XXI, fica muito difícil incluirmos esses peixes ricos em Ômega-3 na nossa dieta pois, além de caros, são difíceis de encontrar e não fazem parte do cardápio típico do brasileiro”. Outro alerta, lançado pelo Dr. Nataniel, dirige-se às pessoas que fazem dieta para controle de peso: “muitas pessoas diminuem drasticamente a ingestão de gorduras quando querem controlar seu peso, privando o organismo dos ácidos graxos essenciais”. Uma dieta que siga um programa nutricional sério, científico, associado a suplementos que garantam a saúde, torna-se, por isso, uma necessidade.

Evidências científicas dos efeitos benéficos dos Ômega-3

Pesquisas realizadas na UNESP (Universidade Estadual Paulista), em Botucatu, SP, confirmaram aquilo que a literatura científica mundial vinha demonstrando: os ácidos graxos Ômega-3, quando incorporados à alimentação, tornam-se um importante aliado na prevenção de doenças do coração e funcionam como alternativa aos medicamentos antiinflamatórios.

Essas conclusões resultam de teses defendidas na Faculdade de Medicina da UNESP e constam de artigo1 publicado no Informativo Proex2, da própria Universidade. O referido artigo cita o professor Roberto Carlos Burini, chefe do Centro de Metabolismo e Nutrição da Faculdade de Medicina da UNESP (Botucatu), que afirma: “(…) O W-3 (Ômega-3) colabora em 50% na redução de doenças do coração e também auxilia em 40% na redução da inflamação”. O artigo acrescenta, ainda, que estudos realizados com pacientes portadores de retocolite ulcerativa, pênfigo foliáceo (“fogo selvagem”) e artrite reumatóide demonstraram efeitos biológicos positivos dos Ômega-3 sobre tais enfermidades, inclusive produzindo diminuição dos níveis de colesterol e, principalmente, de triglicerídeos.

Na mesma fonte encontra-se referência aos benefícios dos Ômega-3 em esportistas e atletas: uma vez incorporados à alimentação, os esportistas obtêm melhor desempenho aeróbico, isto é, conseguem um aumento da capacidade de seu organismo em absorver oxigênio, porque os Ômega-3 atuam na diminuição da viscosidade sangüínea. Fica entendido, portanto, que estes ácidos graxos colaboram para que haja ganhos na distribuição de oxigênio e nutrientes pelos músculos e demais tecidos do corpo. Explica o Dr. Burini: “Ingerindo-se cerca de 4g de W-3 diariamente, por pelo menos três semanas, já é possível obter os efeitos benéficos deste ácido graxo”.

Por sua vez, o The Cancer Council (Conselho de Câncer), da Austrália, publicou em janeiro de 2006, com revisão em maio, o Health Professionals Summary, dedicado ao assunto Omega-3 fatty acids, fish and cancer prevention 3 (Ácidos graxos Ômega-3, peixes e prevenção do câncer), onde são feitas referências importantes ao papel altamente positivo desses lipídios na prevenção e/ou contenção de diversas doenças que acometem o ser humano. É dito, por exemplo, que: “Há evidências limitadas, porém sugestivas, de associações entre o aumento do consumo de peixes e a redução de riscos de câncer de seio, de reto e de próstata, e entre uma elevada proporção de ácidos graxos Ômega-3 e ômega-6 na dieta e a redução de câncer de seio. (…) A evidência científica confirma claramente que pessoas que incluem ácidos graxos Ômega-3 provenientes de ambas as fontes, marinha e vegetal, como parte de uma dieta balanceada, experimentam um leque de melhorias nas condições de saúde. Os ácidos graxos Ômega-3 são conhecidos por ajudarem a reduzir o risco de doenças do coração, reduzir os triglicerídeos e aliviar estados inflamatórios como a artrite reumatóide e a doença inflamatória do intestino”.

No referido trabalho o Conselho de Câncer recomenda que as pessoas comam peixe (preferivelmente óleo de peixe) no mínimo duas vezes por semana, e incluam alguns alimentos e óleos vegetais ricos em ácidos graxos ômega-3 em sua dieta. Ressalta que “essas recomendações são consistentes com os Fundamentos do Coração (Heart Foundations) em todo o mundo e com o Guia de Dieta para Adultos Australianos (Dietary Guidelines for Australian Adults)”.

Já no seu COMA Report – Committee on Medical Aspects of the Food and Nutrition Policy 4(Relatório COMA – Comitê para Aspectos Médicos da Política de Nutrição e Alimentos), o Departamento de Saúde (Department of Health), assim como a AHA – American Heart Association 5 (Associação Americana para o Coração) recomendam o consumo mínimo de duas refeições de peixe por semana, onde pelo menos uma das quais precisa ser rica em óleo de peixe (como sardinhas, cavala e arenque). Já para pessoas que não gostam de peixe, é recomendado que seja tomado um suplemento de óleo de peixe com alto nível de Ômega-3, o que supriria, nesse aspecto, as necessidades de proteção à saúde proporcionada pelo consumo de peixe em si. Dentre os efeitos altamente positivos dos Ômega-3, faz-se referência, por exemplo, ao fato de que eles reduzem o risco de formação de coágulo sangüíneo no interior dos vasos – efeito semelhante ao da aspirina, mas sem os efeitos colaterais desse medicamento. Isso ajuda o sangue a fluir mais livremente, e reduz o risco de um coágulo sangüíneo bloquear artérias coronárias estreitadas, o que poderia resultar em ataque cardíaco potencialmente fatal. Cita-se, ainda, que estimulam os músculos que revestem as paredes das artérias a relaxarem, facilitando o fluxo sangüíneo; aumentam os níveis de HDL (“bom colesterol”) e reduzem outros lipídios sangüíneos que são prejudiciais; ajuda, a reduzir a pressão sangüínea; previnem arritmias cardíacas (batimentos cardíacos irregulares) etc. Pesquisadores também têm relatado que a suplementação de óleo de peixe pode prevenir a reincidência no fechamento das artérias coronarianas (restenose) em pacientes submetidos a angioplastia (cirurgia para abrir artérias estreitadas).

Do mesmo modo que reduzem o risco de ataque cardíaco – através do “afinamento” do sangue, protegendo contra coágulos – , os Ômega-3 podem proteger contra derrames. A maioria dos derrames (85%) resulta de um coágulo sangüíneo (trombose) bloqueando uma artéria no cérebro. Entretanto, ao mesmo tempo em que os Ômega-3 são necessários e excelentes para prevenir derrames, é preciso que se alerte para o fato de que suplementos contendo esses ácidos graxos precisam ser de altíssima qualidade, respaldados por médicos e cientistas de referência, e devem ser consumidos em doses apropriadas – isso porque, assim como a aspirina, doses exageradas de Ômega-3 podem “afinar” demais o sangue e aumentar o risco de hemorragias em casos específicos de problemas de saúde.

Na Conferência de Biologia Experimental de 2002, nos EUA, foram apresentados resultados6 de pesquisas biomédicas revelando que o óleo de alguns peixes, rico em Ômegas-3, produziu um significante aumento na sensibilidade à insulina em pacientes com sobrepeso. Isso significa que os Ômega-3, se consumidos apropriadamente na alimentação rotineira, e/ou obtidos com suplementos de alto nível de confiabilidade, reduzem os riscos da resistência à insulina e do desenvolvimento de síndrome metabólica, considerada hoje a maior causa de doenças cardiovasculares, entre outras.

De acordo com o American Journal of Clinical Nutrition 7 pesquisadores estudaram como o óleo de peixe afeta uma molécula chamada “fator de necrose tumoral-alfa” (TNF – tumor necrosis factor-alpha), conhecida por ser o “gatilho” inflamatório do corpo. O resultado indicou que o óleo de peixe age como substância anti-inflamatória ao suprimir a capacidade do corpo de produzir TNF. Por isso os Ômega-3 apresentam efeitos tão marcantes na prevenção e/ou redução dos sintomas das artrites e outras enfermidades de origem inflamatória.

Em resumo, eis uma lista dos benefícios diretos e indiretos proporcionados pelo consumo regular de Ômegas-3, com base na literatura científica atual:

· Redução dos processos inflamatórios no organismo

· Redução dos níveis sangüíneos de triglicerídeos (gorduras)

· Redução dos níveis sangüíneos de LDL (“mau” colesterol) e aumento do HDL (“bom” colesterol)

· Redução do desenvolvimento de resistência à insulina e de síndrome metabólica

· Controle/redução da pressão arterial

· Promoção do desenvolvimento do cérebro no feto e no recém-nascido (o DHA é um dos principais componentes de estruturas cerebrais) e regulação de diversas funções cerebrais também no adulto, influenciando no humor, coordenação e capacidade de aprendizagem; têm sido observados efeitos sobre certos casos de depressão e de esquizofrenia

· Estimulação dos músculos que revestem as paredes das artérias ao relaxamento, facilitando o fluxo sangüíneo

· Prevenção da reincidência no fechamento das artérias coronarianas (restenose) em pacientes submetidos a angioplastia

· Redução da agregação plaquetária (“afinamento” do sangue); redução do risco de trombose e embolias; prevenção de derrames e outros acidentes vasculares

· Proteção do endotélio (parede dos vasos sangüíneos); prevenção primária e secundária da aterosclerose

· Coadjuvante no tratamento de várias doenças, como a doença inflamatória do intestino, retocolite ulcerativa, pênfigo foliáceo, artrite reumatóide, lupus, algumas desordens renais, doença de Chrohn, diversos problemas inflamatórios de pele (psoríase, eczemas etc.)

· Fortalecimento e manutenção da integridade da retina; ajuda a melhorar a acuidade visual

· Prevenção de arritmias cardíacas

· Estimulação do sistema imunitário

· Prevenção de alguns tipos de câncer, como o de seio, de reto e de próstata

Conclusão

Uma dificuldade que se tem descoberto nos últimos tempos é que a poluição marinha está aumentando drasticamente, contaminando os ecossistemas até em alto mar. O fitoplâncton, produtor dos Ômega-3, são quem primeiro sofrem as conseqüências, acumulando toxinas e metais pesados, como o mercúrio, em seus organismos, fixando-os junto aos ácidos graxos. Os animais marinhos que se alimentam do fitoplâncton absorvem esses poluentes, os quais se reúnem às substâncias tóxicas que já existem no organismo desses animais, pelo fato de estarem presentes também em ambientes poluídos. Tudo isso se fixa justamente nos óleos que o peixe armazena em seu organismo. Por conseguinte, quando se come esses animais, adquire-se também toda essa carga de perigosos contaminantes para o corpo, resultando em intoxicações e doenças diversas, em médio e longo prazo. Por outro lado, quando esses óleos são extraídos dos animais para serem encapsulados e comercializados na forma de suplementos, as toxinas e poluentes vão junto, de maneira que o consumo dos suplementos se torna também um risco. Então, como fazer para garantir a saúde com Ômega-3 se o acesso aos mesmos passa por riscos de se adoecer por contaminação? É preciso, portanto, que a escolha do suplemento mire na garantia de que o mesmo seja produzido por uma companhia séria, através de uma altíssima tecnologia de refinamento do óleo que extraia 100% de quaisquer toxinas e poluentes presentes no organismo dos animais marinhos, e que essa rara qualidade seja garantida por um Conselho Médico-Científico de reputação ilibada, o qual responde científica e tecnicamente pela mesma. Outra dificuldade, porém, é que só se conhece uma companhia detentora dessa alta tecnologia e desse nível de responsabilidade e seriedade na produção de suplemento à base de Ômega-3, e cujo Conselho Médico-Científico atende aos requisitos de confiabilidade e elevada reputação.

A conclusão final resume-se em que pessoas saudáveis necessitam consumir rotineiramente quantidades adequadas de ácidos graxos Ômega-3, tanto para prevenir quanto para controlar e/ou reduzir diversos tipos de doenças cujo índice tem aumentado em muitos países, especialmente no Brasil. Que a maioria das pessoas não inclui esses ácidos em seu dia-a-dia, tornando-se fortes candidatos ao desenvolvimento de tais enfermidades. Que a solução mais plausível e recomendada é o consumo regular de suplementos de Ômega-3. E que a escolha dos suplementos se mire na garantia da melhor e mais alta qualidade e tecnologia existente de refinamento e produção, com respaldo de médicos e cientistas conhecidos e de absoluta confiabilidade, que se responsabilizem pelas formulações e pela origem e processamento do produto.

Algumas fontes pesquisadas

1.http://proex.reitoria.unesp.br/informativo/WebHelp/2002/edi__o06/edi06_arq12.htm

2. O Informativo Proex é uma publicação da UNESP que tem por objetivo divulgar as principais ações da Pró-Reitoria de Extensão Universitária.

3. The Cancer Council. Health Professionals Summary – Omega-3 fatty acids, fish and cancer prevention (Developed January 2006 and Reviewed May 2006). Em: http://www.nswcc.org.au/html/healthprofessionals/nutrition_physical/downloads/omega3_hp_summary.pdf#search=%22COMA%20report%20omega%203%22

4. United Kingdom Department of Health. Nutritional aspects of the development of cancer. Relatório do grupo de trabalho sobre dieta e câncer do Comitê para Aspectos Médicos da Política de Nutrição e Alimentos (Committee on Medical Aspects of the Food and Nutrition Policy. Committee on Medical Aspects of the Food and Nutrition Policy, editor. 1998. Norwich, UK, The Stationery Office.

5. Kris-Etherton, P.M., Harris, W.S., Appel, L.J. AHA Scientific Statement: Fish Consumption, Fish Oil, Omega-3 Fatty Acids and Cardiovascular Disease. Circulation: Journal of the American Heart Association, 2002; 106: 2747-2757

6. Denkins, Y. Pennington Biomedical Research Institute, Louisiana State University Baton Rouge. Experimental Biology 2002 Conference, April 20, 2002.

7. Grimble, B., et al. The ability of fish oil to suppress tumor necrosis factor alpha-production by peripheral blood mononuclear cells in healthy men is associated with polymorphisms in genes that influence tumor necrosis factor alpha-production. American Journal of Clinical Nutrition; 76, 454-459.

Autor: Ricardo Marques (Biólogo, Membro da American Society for Biochemistry and Molecular Biology)

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