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Coletânea de artigos sobre saude.

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Resumo cap 19 – A Idade de Colher Frutos, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Publicado por saudesaibavctbem em 9 Junho 2008

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 19 (A Idade de Colher os Frutos):

NUTRICAO CEREBRAL

“Como os demais países em desenvolvimento, o Brasil deverá nas próximas décadas, igualar-se aos do Primeiro Mundo no que diz respeito à doença de Alzheimer, a condição mais crítica que se conhece de degeneração cerebral. (…)

A doença de Alzheimer foi identificada no início do século passado pelo cientista Alois Alzheimer, daí seu nome. Como o hipocampo é a primeira área cerebral a ser afetada no Alzheimer, os lapsos de memória são seu primeiro sinal. (…)

O grande drama do Alzheimer, e o que nos faz pessimistas em relação ao futuro, é que a psiquiatria e neurologia não estão se preparando para tratar da doença preventivamente, considerando a interação entre os seus aspectos nutricionais, toxicológicos e genéticos. Hoje atribui-se toda a responsabilidade do Alzheimer aos genes, o que acaba por simplificar demais a questão: se uma doença tem causa genética, não há o que fazer a não ser tomar medicamentos para impedir seu avanço.

Ainda não se cuida das questões nutricionais e toxicológicas do Alzheimer porque isso exigiria grande reformulação na questão alimentar dos países. Prevenir o Alzheimer a partir de um enfoque ortossistêmico levaria à necessidade de adoção de políticas de saúde que investissem em pesquisas sobre alimento e poluição. E nenhum governo consegue fazer, infelizmente, porque contraria os interesses das indústrias mais poderosas do mundo. (…)

Os fatores ambientais são muito considerados na etiologia do Alzheimer, com destaque para o alumínio, cuja relação com a doença já está comprovada. Nos locais onde há uma incidência alta do metal na água, verificam-se mais casos de pessoas com Alzheimer. (…)

Também são muito comuns entre as alterações encontradas nos cérebros de pessoas com Alzheimer os produtos avançados de glicação, conhecidos pela sigla AGE (advanced glycation end products), que são o resultado de uma reação perigosa que acontece no organismo a partir, mais uma vez, dos radicais livres.

Para compreendermos essa reação, é preciso fazer uma diferenciação muito importante entre os dois processos de incorporação da glicose à proteína no organismo: a glicosilação, que é uma reação benéfica, modulada por enzimas, e que forma substâncias úteis para o funcionamento das membranas celulares, e a glicação, um processo em que a glicose se incorpora à molécula da proteína através da oxidação, sem a participação de enzimas. (…)

A questão da contaminação por metais também tem-se mostrado muito importante nos distúrbios mentais comuns da última fase da vida. Além do alumínio, o chumbo, o mercúrio e outros metais têm mostrado efeitos dramáticos. Quem fumou durante toda a vida, por exemplo, frequentemente está intoxicado com cádmio e níquel. O primeiro é conhecido por suas consequências renais, mas também é séria ameaça à integridade cerebral. (…)

Ainda sobre esses minerais prejudiciais à saúde, é importante lembrar que o teor deles nos alimentos refinados é muito grande. A farinha branca, por exemplo, tem mais cádmio do que zinco, mineral que é antagonista do cádmio. Já na farinha integral essa relação não existe, há muito mais zinco. (…)

Uma Nova Maturidade

Por diversas estratégias, o bombardeio de substâncias estressoras no cérebro vai lentamente causando a degeneração de seus circuitos cognitivos, afetivos e psicomotores, bloqueando a inteligência emocional. Até que no último estágio da vida, quando as pessoas deveriam estar colhendo os frutos de tudo o que fizeram, os distúrbios da mente explodem, tornando a velhice a fase mais triste e sofrida da vida. (…)”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar]

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Resumo cap 18 – Mais Prazer na Vida Adulta, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Publicado por saudesaibavctbem em 8 Junho 2008

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 18 (Mais Prazer na Vida Adulta):

NUTRICAO CEREBRAL

“Hoje em dia, todas as pessoas conhecem alguém, quando não elas próprias, que está com alguma forma de depressão. Podemos comprovar bem perto de nós, em nosso próprio círculo de relacionamentos, o que a Organização Mundial da Saúde afirma sobre a doença: em termos mundiais, a depressão vem crescendo na proporção de 1% ao ano. (…)

Homens e mulheres reagem à depressão de formas diferentes, em função dos hormônios. Nos homens, a depressão pode chegar a transformá-los em homicidas em potencial. A depressão mascarada masculina não se revela com frequência na fome de carboidratos, como acontece com as mulheres, especialmente aquelas em crise de tensão pré-menstrual, mas sim nos comportamentos violentos, nas reações desproporcionais aos fatos. (…)

Podemos afirmar que a depressão, surge como resultado de um esgotamento do cérebro, de um acúmulo de lesões por falta ou alteração no funcionamento dos neurotransmissores. (…)

As Formas de Tratar a Depressão

Se estamos sob forte estresse emocional, e se não temos boa quantidade de ômega 3 no cérebro, acontece a produção de uma enzima chamada PLA2 (fosfolipase A2), que se fixa na membrana das células nervosas. Quanto mais tensos, mais fabricamos PLA2, que desregula os receptores 1 e 2 de serotonina e da dopamina e produz depressão. (…)

O lítio é o mineral que inibe no cérebro a produção de PLA2 e, com isso, promove a regulação dos receptores, fazendo com que os do tipo 1 da serotonina aumente e os tipos 2 de serotonina e da dopamina diminuam, além de aumentar a produção desse receptor. (…)

Atualmente utiliza-se muito o carbonato de lítio no combate à depressão, mas essa prática vem sendo questionada pela psiquiatria ortossistêmica em função do baixo poder de penetração desse composto nas células. (…)

A outra forma mais comum de tratar a depressão atualmente é igualmente polêmica. Trata-se da administração de medicamentos que conseguem manter artificialmente maior quantidade de serotonina no cérebro, interferindo nos seus processos naturais. (…) Mas o cérebro fica sem estoques de regulação de serotonina, importantes para ativar a imaginação quando é preciso superar uma crise eventual. Por isso a medicação, cedo ou tarde, não fará efeito.

O marketing da indústria farmacêutica tem difundido a crença não comprovada da existência de uma excessiva aceleração no transporte (recaptação) de serotonina em pessoas deprimidas, para justificar a venda de inibidores de recaptação como antidepressivos “sem efeitos prejudiciais a médio e longo prazos”. Essa afirmação, entretanto, não leva em conta a necessidade de reposição de nutrientes que funcionam como precursores de serotonina, tais como o triptofano (…), e nem os co-fatores que funcionam como auxiliares da síntese de serotonina: as vitaminas C, B6, ácido fólico, B12, e os minerais zinco, lítio e outros. (…)

É claro que em algumas pessoas, em crises mais acentuadas, a utilização de antidepressivos é inevitável, mas ainda assim julgamos que ela não é feita de forma adequada na grande maioria dos casos. Os inibidores de recaptação de serotonina, por exemplo, pode afetar seriamente o cerébro e por isso quem os utiliza deve tomar, também, muitos antioxidantes. (…)

Na verdade, todas as formas clássicas de tratar a depressão merecem atenção severa porque não consideram aquele tridente de estressores sociais, psicológicos e biológicos que convergem para o cérebro e produzem o estresse oxidativo. (…)

A Insensata Busca Moderna pelo Alimento

Cena comum no supermercado: o consumidor tira um produto da prateleira e imediatamente gira a embalagem à procura do rótulo. E ali fica, contemplando as pequenas tabelas e fazendo seus cálculos mentais. Quer saber se as calorias contidas naquela caixinha excedem ou não a cota estabelecida, normalmente por ele próprio, para evitar o ganho de peso. E confiante de que está fazendo sua parte para manter-se magro e saudável, coloca o produto no carrinho de compras e sai em busca de novos alimentos probres em calorias. (…)

Em primeiro lugar, já caiu por terra a idéia de que alimentação pode ser traduzida em números e a velha tabela de calorias vem se mostrando algo muito simplista diante de toda a riqueza contida nos alimentos. Na concepção metabólica e bioquímica do organismo, não é o número de calorias que se ingere que faz a diferença para uma vida mais feliz, uma mente mais criativa ou mesmo uma silhueta mais bonita.

Além de nutrir, os alimentos funcionam como grandes estimuladores dos processos de eliminação do organismo, porque seus nutrientes nada mais são do que coadjuvantes nos processos metabólicos. Por isso é muito importante conhecer os processos de formação de energia. O fundamental não são as calorias, os números, mas sim a quantidade nutricional do que comemos, suas vitaminas, minerais, proteínas, carboidratos e gorduras saudáveis.

Existe uma cascata real de distúrbios causados pela má alimentação e má absorção que determina reflexos reais no corpo e na mente. A falta de vitaminas e minerais nos alimentos começa a baixar o poder digestivo e a produção das enzimas pancreáticas, causando a má digestão das proteínas, como é comum acontecer com as do leite e do pão.

A falta de minerais e vitaminas e a má digestão dos amigos vai estimular os germes oportunistas. Com isso acontece a disbiose, que produz corticóides e radicais livres, levando a inflamações não apenas nas paredes do intestino, mas também na barreira hemotoliquórica. É por esse processo que as substâncias nocivas ao cérebro acabamm por intoxicar os neurônios e a glia.

Outra questão muito importante é o excesso de alimentos industrializados na dieta. Vejamos o caso de duas substâncias muito comum neles: o aspartame e o glutamato monossódico. Descoberto em 1969 por cientistas que procuravam inventar um remédio para gastrite, o aspartame logo se tornou um dos mais usados adoçantes do mundo. Já o glutamato monossódico, um sal sintético descoberto no Japão no início do século passado, é utilizado em larga escala para realçar o sabor dos alimentos.

O grande problema da utilização abusiva dessas duas substâncias tão presentes na alimentação moderna é o fato de ambas já estarem presentes no organismo. Com a função de excitar os neurônios, o glutamato e aspartame são os dois aminoácidos mais abundantes no cérebro e por isso devemos absorver esse aminoácidos normalmente pela alimentação. (…) Essas substâncias acabam por abrir os canais de cálcio dos neurônios, o que provoca uma superexcitação nervosa. A consequência mais comum disso é a enxaqueca, mas acontece também a produção de radicais livres que matam neurônios cognitivos, causando problemas de memória e Alzheimer. (…)

A Candida albicans está envolvida, mais uma vez. Porque quando tomam aspartame para emagrecer, as pessoas estão oferecendo ao germe seu melhor alimento, uma arma para que ele fure as barreiras do intestino e do cérebro. O aspartame é a matéria-prima que a Candida albicans necessita para fabricar a aspartatoprotease, uma enzima com a qual produz não apenas as enxaquecas, mas também a depressão, a fadiga crônica. Além disso, a Candida albicans libera mais de 80 toxinas que provocam a depressão do sistema imunológico e a da tireóide e sobrecarregam o fígado, o que é mais uma razão para as enxaquecas. (…)

Mais uma questão interessante diz respeito ao café. Pouca gente imagina que uma bebida estimulante possa ter participação na depressão, mas isso é fato. A cafeína bloqueia no organismo o inositol, um tipo de açúcar fundamental para a memória e que produzimos após uma noite bem dormida. Um estudo realizado pela Universidade de Israel mostrou que o inositol, em altas doses, cura casos de depressão, ansiedade, pânico e pensamento obsessivo. (…)

Desvantagens Femininas

Já está bem estabelecido o fato de que as mulheres sobre mais de depressão e ansiedade do que os homens. Uma das razões disso é a “fome de carboidratos”, sintoma comum na fase que antecede a menstrução, e que as tornam mais vulneráveis à ação da Candida albicans.

Além de liberar toxinas que prejudicam o cérebro, esse germe perigoso bloqueia a ação da vitamina B6, importantíssima para o órgão. As mulheres em geral têm quase o dobro da carência de B6 do que os homens e por isso apresentam mais depressão, ansiedade e fadiga crônica. Adicionalmente, o germe bloqueia o ácido lipóico, uma vitamina antioxidante importantíssima para o combate ao estresse oxidativo. (…)

Sabemos que os radicais livres afetam sobremaneira a memória, mas nas mulheres esse fato pode coincidir com a fase em que a produção dos hormônios femininos está decaindo, o que agrava o problema. (…)

Mulheres que tomam pílula anticoncepcional ou que fazem reposição hormonal clássica são as maiores vítimas dos distúrbios de memória porque os estrógenos sintéticos modificam as moléculas dos hormônios naturais femininos. (…)

Inevitavelmente, essas constatações nos levam, mais uma vez, à comparação com as sociedades que vivem mais próximas à natureza. Não há praticamente problemas de tireóide em povos que se alimentam de peixes, que são ricos em iodo. Por isso a nutrição ortomolecular utiliza muito as algas, as principais fontes alimentares dos peixes, que possuem grande variedade de minerais. O iodo é um grande recurso natural para “adubar” a glândula tireóide, estimulando sua produção hormonal. Utilizado em sincronia com a vitamina B6, o mineral diminui em muito as chances de problemas tireoidianos.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar]

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Resumo cap 17, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Publicado por saudesaibavctbem em 2 Junho 2008

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 17 (A Grande Oportunidade da Adolescência):

NUTRICAO CEREBRAL

“Nas sociedades urbanas modernas, criou-se o estigma da adolescência como uma fase conturbada, difícil tanto para os jovens como para seus pais. Mas em sua essência, a adolescência é uma fase maravilhosa e reveladora, quando a vida nos oferece a primeira grande oportunidade de direcionar nosso desenvolvimento para o rumo da felicidade. (…)

É de fato uma pena que toda a beleza da adolescência esteja sendo ameaçada, em boa parte por causa da mudança dos padrões alimentares. Os adolescentes de nossa era comem cada vez menos gorduras saudáveis, frutas, legumes e verduras. (…)

Sabe-se atualmente que os distúrbios psíquicos que mais acometem os adolescentes estão muito relacionados à questão da dieta. (…)

Em alguns casos, a esquizofrenia pode surgir a partir da agitação cerebral intensa, causada pelas proteínas mal digeridas do trigo e do leite. (…)

Indefinido em suas questões profissionais e amorosas, e dormindo mal, por causa da ansiedade provocada por essas mesmas questões ou pelo péssimo hábito de trocar o dia pela noite, o jovem não se recupera do estresse diário. Não apenas os jovens, mas todos nós precisamos dormir muito bem, para que a melatonina promova no cérebro aquela “faxina” de radicais livres durante a noite, protegendo-nos do estresse oxidativo. (…)

Durante muito tempo acreditou-se que a esquizofrenia era uma doença genética, mas esse conceito está superado. A esquizofrenia é uma daquelas doenças cujas causas começam a receber novas considerações da psiquiatria clássica, em função dos casos que respondem muito bem a terapias que utilizam smart nutrients. (…)

É claro que não são as frustações sociais fatores determinantes para a felicidade dos jovens. (…) O problema é que os jovens têm sido vítimas quase prioritárias dos ditames dos estilo alimentar prático e rápido, que em nada favorece o desenvolvimento da inteligência, especialmente a emocional. (…)

Alimentar bem adolescentes tornou-se uma tarefa muito árdua, mas é preciso tentar sempre e até mesmo conscientizá-los para os riscos a que estão se expondo quando comem mal. Alimentos pobres em nutrientes não podem ser, de forma alguma, a base da alimentação dos jovens, que estão na fase final de amadurecimento cerebral. E é preciso ter muito cuidado para que a má qualidade da comida não perpetue o problema da falta de nutrientes. (…)

A disbiose, comum em pessoas que têm dietas pobres e pouco variadas, pode tornar o paladar cada vez mais retrito porque as toxinas de alguns fungos tampam as papilas gustativas. O glutamato monossódico, realçador de sabor, é outro alterador de paladar. Se sabor exótico vicia as papilas gustativas e prejudica sua sensibilidade aos sabores clássicos: salgado, doce, amargo, ácido e picante.

Um estudo realizado recentemente em cinco escolas dos Estados Unidos selecionou um grupo homogêneo de estudantes e deu a eles, durante um ano, suplementos de vitaminas e minerais em dose dupla da recomendada pelo Codex Alimentarius da OMS. O resultado foi o aumento do QI em seis pontos no grupo, sendo que em 10% o aumento foi de 30 pontos. Se a média normal do QI é 100%, o aumento desse índice representa uma mudança substancial no destino desses adolescentes.

É evidente que não podemos mais ter acesso ao leite de uma vaca naturalmente criada no pasto, nem substituir todo o trigo que comemos pelo trigo sarraceno, muito mais saudável. E é claro também que um jovem não pode se abster completamente de um rodízio de pizza com os amigos. Mas podemos e devemos fazer valer as necessidades nutricionais do cérebro, que é a estrutura que sustenta nosso sucesso na vida. Assim como acontece durante a infância, uma alimentação saudável é essencial para o desenvolvimento da inteligência dos jovens. Alimentá-los mal equivale a condená-los a uma vida de sofrimento e burrice.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar]

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Resumo cap 15, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Publicado por saudesaibavctbem em 31 Maio 2008

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 15 (Preparando o Terreno da Felicidade):

NUTRICAO CEREBRAL

“Uma pesquisa realizada há poucos anos na cidade de Los Angeles, EUA, constatou que nove entre dez bebês vinham sendo abortados ainda na fase ovular, nos primeiros dias da gravidez. Como o aborto espontâneo de óvulos defeituoso é uma estratégia natural de proteção das espécies, esse dado aponta para um comprometimento precoce do material genético dessas mulheres, representantes bem significativas da sociedade moderna. (…)

Um dos maiores desafios da gestação é otimizar da melhor forma o ácido fólico e a vitamina B12 no organismo da mãe e do bebê. (…)

As mulheres que engravidam, e aquelas que pretendem engravidar, devem ter atenção especial com os nutrientes porque a falta deles pode determinar danos irreversíveis. Sem as vitaminas, minerais, aminoácidos e gorduras certas, as mulheres se tornam candidatas a distúrbios sérios que podem comprometer sua saúde e a saúde de seus bebês. (…)

O magnésio é outro mineral que merece atenção durante a gravidez, já que a hipertensão e, consequentemente, a eclâmpsia podem ter como causa sua falta no organismo. O magnésio é um mineral importantíssimo para o controle da pressão arterial e em muitos casos sua carência é causada pela ingestão exagerada de açúcares. (…) O fato é que uma gravidez tranquila, do início ao fim, depende essencialmente da quantidade e da qualidade dos nutrientes ingeridos pelas gestantes. (…) Por isso é de grande interesse para as mulheres grávidas ou que querem engravidar o trabalho do pesquisador David Heber, diretor do Centro para Nutrição Humana da Universidade da Califórnia. Com o intuito de relacionar as doenças modernas com dietas equivocadas, ele fez um levantamento dos maiores mitos alimentares, alguns particularmente interessantes para as gestantes. (…)

Algumas mulheres grávidas substituem o açúcar refinado pelo aspartame, sem saber que tal troca consiste em um risco para seus bebês. (…)

E como vivemos uma época de obsessão pela magreza, todas as gestantes devem saber ainda que é muito mais importante escolher alimentos pelos seus nutrientes do que pelo número de calorias. (…)

A questão das gorduras também acabou se transformando em um mito alimentar muito grande durante a gravidez. Entretanto, em nenhuma outra fase da vida as gorduras de boa qualidade são tão importantes para a mulher, já que a boa formação dos bebês depende dos ácidos graxos essenciais, como o ômega 3. Não podemos esquecer nunca que o cérebro humano é formado em sua maior parte por essas gorduras (…)

Não existe um bom colesterol e um mal colesterol. (…) O que se convencionou chamar de colesterol ruim, o LDL, é na verdade um tipo de colesterol que passaremos a chamar de colesterol nativo, que sofreu a ação dos radicais livres.

O LDL nativo possui em sua estrutura uma capa protetora rica em antioxidantes, como o licopeno e vitaminas, principalmente vitamina E, e plasmalógenos. Sob a ação dos radicais livres, o colesterol nativo perde essa capa protetora e fica flutuando nos vasos sanguineos. Os macrófagos (células do sistema imunológico) percebem essa anomalia e engolem o colesterol, como fazem com todas as substâncias que não reconhecem. Envenenados com as substâncias oxidadas, os macrófagos estufam, se transformam em células espumosas e morrem, formando as placas que entopem as artérias. (…)

É evidente que taxas muito elevadas de colesterol são preocupantes, mas, na grande maioria dos casos, taxas acima da média podem ser normalizadas com a adoção de uma dieta antioxidante. (…)

A verdade é que uma alimentação antioxidante é fundamental durante a gravidez, para suprir a mulher e o bebê de todos os nutrientes de que precisam. (…)

Já se sabe agora que a nutrição é capaz de modular sistemas genéticos, o que vai contra o fatalismo da genética. Esses estudos reforçam a importância dos nutrientes para a formação neurológica do bebê durante a gestação e certamente permitirão, no futuro, avaliar o impacto da nutrição sobre a questão genética, o que é revolucionário. (…)

Se um homem está malnutrido, não haverá boa seleção de espermatozóides para a fecundação. (…)

Quem não tem alergias alimentares e está com o intestino em boas condições certamente conta com boa saúde para gerar uma nova vida. (…)

Finalmente, é muito comum que a gestante apresente anemia, para a qual os suplementos de ferro são imediatamente recomendados. Entretanto, dentro do enfoque ortossistêmico, o mais correto nesses casos é dosar a ferritina, proteína na qual são depositadas as reservas de ferro do organismo. Muitas vezes alguns obstetras se precipitam e não distinguem qual tipo de anemia que a gestante apresenta. Quando a anemia é causada por falta de B12 e ácido fólico, e recomenda-se ferro para a mulher, há risco sério de intoxicação por esse metal, o que leva a uma alta produção de radical hidroxila. (…)

Por isso é muito perigoso administrar ferro nos casos de anemia sem dosar a ferritina, já que a falta do mineral pode estar sendo causada por outros fatores.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar]

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Resumo 14, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Publicado por saudesaibavctbem em 29 Maio 2008

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 14 (A Redescoberta do Ácido Fólico):

NUTRICAO CEREBRAL

“Há cerca de 30 anos, o brilhante cientista e professor alemão Kurr Oster, radicado nos Estados Unidos, contrariou as crenças científicas da época ao dizer que a aterosclerose era uma doença causada pela deficiência de plasmalógenos, tipos de fosfolipídeo encontrados na membrana das células, com função protetora. (…)

Sobre o cérebro, sabe-se agora que uma série de doenças neurodegenerativas é causada pela deficiência de plasmalógenos. (…)

Hoje já se sabe que os plasmalógenos possuem papel bloqueador dos radicais livres nas células, sendo peça fundamental na questão do colesterol. Como sabemos, o que chamamos de LDL é uma combinação de colesterol com fosfolipídeos e triglicerídeos. Acredita-se que a vulnerabilidade do LDL se dê justamente pela falta de plasmalógenos. (…)

Sabe-se também agora que o ácido fólico, uma das vitaminas do complexo B, é uma substância fundamental para promover o aumento dos plasmalógenos nas células. (…)

Vejamos a questão da homocisteína, aminoácido cuja presença aumentada no sangue é hoje reconhecida como grande fator de risco para a aterosclerose. O caminho natural da homocisteína no organismo é a sua transformação, por metilação, em metionina, aminoácido essencial muito importante e também um excelente smart nutrient.

Processamos cerca de um milhão de metilações por segundo para a síntese do DNA, regulação hormonal, metabolização das gorduras, ativação das vitaminas, entre outras funções. É sempre grave quando o organismo não consegue processar muito bem as metilações, e o excesso de homocisteína no sangue demonstra que isso está acontecendo. (…)

Hoje se sabe que as pessoas que apresentam homocisteína alta no sangue têm cinco vezes mais possibilidade de fazer um infarto cerebral. Depressão, psicoses e demências, comuns a partir dos 60 anos, são na verdade infartos cerebrais silenciosos altamente relacionados com a homocisteína.

É o ácido fólico a substância que pode conter o aumento da homocisteína, pois é um de seus principais agentes metiladores. (…)

Não por acaso, uma das grandes causas da falta de ácido fólico no organismo é a disbiose, pois precisamos dos microorganismos benéficos da flora para fazer a síntese das vitaminas do Complexo B que ingerimos pela alimentação. Por isso, com uma alimentação saudável e rica em folhas verdes, e cuidando do intestino, estamos garantindo uma proteção contra o aumento da homocisteína no organismo. (…)

Por isso, podemos esperar uma campanha contra essa vitamina, a exemplo do que aconteceu há alguns anos com a vitamina C. O grande filão que o combate da homocisteína abre decerto não será desprezado pela indústria farmacêutica e qualquer alternativa mais simples e natural de abordar a questão, como a administração do ácido fólico, com certeza será rapidamente combatida, em virtude do seu baixo preço.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar]

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Resumo capítulo 9, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Publicado por saudesaibavctbem em 17 Maio 2008

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 9 (A Energia do Cérebro):

NUTRICAO CEREBRAL

“(…) Mas não é simples entender de que forma o estresse oxidativo pode provocar alterações estruturais no cérebro. Para isso, é preciso que aprofundemos o conhecimento a respeito dos mecanismos de formação da energia cerebral, que são complexos.

Nosso cérebro conta com cerca de 100 bilhões de neurônios. Cada um deles pode formar até 10 mil dentritos (…) onde são feitas as ligações com os outros neurônios. Os neurônios processam simultaneamente um número imenso de conexões e por isso o cérebro é o órgão de maior gasto energético de todo organismo. Embora tenha apenas de 2 a 3% do peso do corpo, o cérebro consome 20% do oxigênio que circula por ele.

Os neurônios trabalham muito mais do que imaginamos. Além de sustentarem um número incalculável de proteínas. (…)

Para o cérebro, o alimento de excelência é a glicose. Mas, para chegar aos neurônios, a glicose deve passar primeiro pela barreira hematoliquórica, que conecta o sangue com o liquor, que banha o cérebro. Esta barreira, quando saudável, impede a penetração de substâncias nocivas para o ambiente cerebral. (…)

Em células saudáveis, as mitocôndrias produzem, além da água e do ATP, uma quantidade pequena de radicais livres. Mas quando há muitos corticóides no cérebro, que é o que acontece no estresse oxidativo, esses hormônios bloqueiam a entrada de glicose nos neurônios, que ficam sem matéria-prima para produzir ATP. Acontece então uma perigosa inversão: as mitocôndrias passam a produzir menos ATP e radicais livres em excesso. Sem ATP, o cérebro diminui sua produção de proteínas. (…)

É o que dá início à degeneração de seus circuitos.

Embora esse mecanismo nos pareça aterrorizante, ele é real. Segundo o pesquisador Bruce Ames, da Universidade da Califórnia, o ser humano pode sofrer atualmente até 10 mil lesões em seu material genético por dia, o que provoca as mutações celulares que produzem toda forma de doenças, inclusive mentais. (…)

(…) o organismo humano conta com meios próprios de conter o processo de destruição dos mecanismos de proteção dos genes a partir de proteínas regeneradoras. Estas atuam principalmente durante o sono delta, o sono mais profundo, e quando há boa nutrição no organismo. Por isso é tão importante uma alimentação antioxidante, que ofereça resistência à ação dos radicais livres (…)

Entre as conseqüências da falta de nutrientes, é de grande importância a neuroglicopenia, um distúrbio sério que também afeta a mente. A neuroglicopenia começa com a deficiência de cromo e vanádio, dois minerais essenciais para ativar a sensibilidade dos receptores de insulina, que estimulam os genes a fabricar as proteínas que transportam a glicose até as mitocôndrias. (…)

Quando acontece a neuroglicopenia, ainda que haja glicose suficiente no sangue, não há como transportá-la do sangue para dentro do cérebro, para que seja transformada em energia. E sem energia não há como fabricar toda a gama de proteínas que o cérebro necessita para funcionar. Começa a faltar concentração, a memória passa a falhar e depressão vai se aproximando.

O cérebro, carente de glicose, começa então a enviar mensagens para o hipotálamo, pedindo mais combustível. Mas quanto mais o organismo se enche de carboidratos, mais aumenta a insulina no sangue e menos sensíveis ficam os seus receptores. Além disso, quando se ingere açúcar refinado em excesso, a sensibilidade dos receptores de insulina diminui ainda mais. Este tipo de açúcar é rico em substâncias que depletam o cromo e o vanádio, essenciais para ativar a sensibilidade desses receptores. (…)

Reconhece-se agora que o hiperinsulinismo pode causar não apenas a diabetes tipo 2, mas também obesidade, hipertensão e ainda depressão, todos incluídos na chamada síndrome metabólica. Trata-se de um problema que avança com rapidez impressionante no mundo ocidental e que nos ajuda a compreender a importância que os nutrientes possuem para o bom funcionamento do nosso cérebro.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar]

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Resumo Capítulos 1 e 2, Livro “Nutrição Cerebral”

Publicado por saudesaibavctbem em 11 Maio 2008

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulos 1 (A Mente, suas Necessidades e Recursos) e 2 (A Ameaça da Felicidade):

NUTRICAO CEREBRAL

A Mente, suas Necessidades e Recursos

(…) A inteligência emocional nos permite viver melhor a cada dia, pois com ela podemos aprimorar a habilidade de distinguir duas prioridades fundamentais na vida: as vantagens a obter e os perigos a evitar. Em qualquer situação, estabelecer e aplicar esses critérios é uma condição básica para o sucesso e a felicidade. Infelizmente, entretanto, essa fantástica forma de inteligência humana não é invulnerável. Ao contrário, ela pode ser diretamente atingida por um dos principais inimigos do homem: o estresse.

A Ameaça da Felicidade

(…) O estresse é uma resposta momentânea do organismo a um estímulo, que se dá através da liberação de hormônios que excitam o cérebro, despertando os intintos básicos de luta ou fuga. (…)

Um estresse de fundo biológico pode gerar um estresse psicológico, assim como o estresse social pode se converter um estresse biológico. É normal que as formas de estresse acabem por se fundir, e quando isso acontece, o cérebro entra em sofrimento. É o que se chama estresse oxidativo, que equivale a uma tempestade neurobioelétrica, de sérias consequências sobre o comportamento.

Grande parte da medicina continua negando o estresse oxidativo, seja porque é um conceito muito amplo e complexo, seja porque envolve a questão dos radicais livres, que inacreditavelmente ainda encontra detratores no Brasil, apesar do National Institute of Health, o maior centro de pesquisa do mundo, ter o seu Departamento de Radicais Livres. (…)

Na verdade, o cérebro sadio requer o que chamamos de estresse optimal, que é uma faixa segura entre o excesso de radicais livres e a falta deles. Porque o estresse não é um mal em si. (…)

O problema, portanto, não são exatamente os radicais livres, mas sim o excesso deles.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar]

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Resumo Cap 4, livro: “O que o seu Médico não sabe sobre Medicina Nutricional pode estar Matando Você”

Publicado por saudesaibavctbem em 7 Maio 2008

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “O que o seu Médico não sabe sobre Medicina Nutricional pode estar Matando Você”, capítulo QUATRO:

O          	   QUE SEU MEDICO NAO SABE SOBRE MEDICINA“(…) Apesar de nossos excelentes sistemas defensivos antioxidantes, o inimigo consegue miscuir-se e lesar lipídeos (gorduras), proteínas, paredes celulares, paredes vasculares e mesmo o núcleo de DNA da célula. (…)

Estudos extensivos revelaram que os ‘enfermeiros de triagem’ reconhecem partes danificadas das células em nossos corpos e então reparam. O corpo não remenda simplesmente estas células; na verdade ele as esfacela por inteiro e então as reconstrói a partir do zero. Incrível, não é mesmo? Proteínas danificadas tornam-se proteínas novas em folha, feitas com aminoácidos reciclados. O corpo repara gorduras e DNA alterados de maneira similar. É fundamentel que você saiba que o corpo possui uma notável capacidade inerente de curar a si mesmo. (…)

A melhor defesa contra o desenvolvimento de doenças degenerativas crônicas é proporcionada por nosso próprio corpo, e não pelas drogas que prescrevo. (…)

A Devastação da Guerra

A despeito desse notável sistema de defesa e reparo inerente a nossos corpos, ainda podem ocorrer danos. O estresse oxidativo tem o potencial de sobrepujar todos esses sistemas protetores e causar doenças degenerativas crônicas. Durante períodos de produção particularmente altas de radicais livres, o sistema de defesa e reparo por vir abaixo e não dar conta da quantidade de proteínas, gorduras, membranas celulares e DNAs danificados.

Quando não são devidamente reparadas, as proteínas danificadas podem gerar ainda mais problemas nas funções celulares. Lipídeos danificados geram membranas celulares rijas; o colesterol oxidado com frequência provoca o espessamento das artérias. E cadeias de DNA mal reparadas causam a mutação celular implicanda no câncer e no envelhecimento. (…)

Nossa Melhor Defesa

(…) Nosso suprimento de comida é bastante deficiente em nutrientes de qualidade. Em 1970 os norte-americanos gastaram cerca de US$6 bilhões em fast-food; em 2000, gastaram mais de US$110 bilhões. Os norte-americanos hoje gastam mais em fast-food do que em educação superior, computadores pessoais, programas de software ou carros novos. (…)

Todos estes fatores significam que os radicais livres estão mais ativos e nocivos do que nunca. A medicina nutricional, suplementando nossa dieta com vitaminas e minerais antioxidantes vitais, é o único meio de que dispomos para turbinar o sistema imunológico e de defesa natural de nosso corpo. (…)

Quando provemos os nutrientes corretos nos níveis otimizados de que o corpo necessita para funcionar, ele consegue realizar aquilo que Deus planejou. (…)

Todos morreremos algum dia, a menos que o Senhor retorne primeiro; todavia, como observou meu amigo, eu desejo viver até morrer. (…)

O Equilíbrio é a Meta

O equilíbrio é a chave quando se trata do estresse oxidativo. (…)

O corpo produz alguns desses antioxidantes, mas eles não bastam. Nossa comida, sobretudo as frutas e vegetais, costumavam proporcionar todos os antioxidantes extras de que nosso corpo necessitava. Uma geração ou duas atrás, as pessoas ingeriam alimentos mais saudáveis e frescos, que continham significativamente mais antioxidantes do que a dieta de hoje. Contudo, como resultado do tremendo aumento das toxinas de nosso ambiente de hoje, além dos nutrientes reduzidos que recebemos de nossa comida altamente processada, nossa balança está desequilibrada – em favor das moedas de prata (os radicais livres).

Temos de acrescentar suplementos nutricionais à balança para prover a quantidade de antioxidantes de que nossos corpos precisam. (…)

(…) apresentarei as evidências médicas que mostram de que modo você, como indivíduo, pode melhorar seu sistema de defesa antioxidante seguindo uma dieta sadia, fazendo exercícios moderados e ingerindo suplementos nutricionais de alta qualidade. (…)

Você já compreende o conceito básico do estresse oxidativo. Agora você precisa dar uma olhada mais próxima em cada uma dessas doenças degenerativas crônicas para compreender melhor como prevení-las. (…) Você descobrirá os estupendos resultados de uma nova abordagem da medicina preventiva: a nutrição celular.”

Retirado do livro: O que o seu Médico não sabe sobre Medicina Nutricional pode estar Matando Você”, 2004 – Editora M.Books, de Ray D. Strand, M.D. [Comprar]

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Resumo Cap 3, Livro: “O que o seu Médico não sabe sobre Medicina Nutricional pode estar Matando Você”

Publicado por saudesaibavctbem em 1 Maio 2008

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “O que o seu Médico não sabe sobre Medicina Nutricional pode estar Matando Você”, capítulo TRÊS:

O          	   QUE SEU MEDICO NAO SABE SOBRE MEDICINA“Recoste-se, feche os olhos por um momento e concentre-se em sua respiração. Relaxe os ombros e aspire tão profundamente quanto possível, liberando em seguida, lentamente, o ar de seus pulmões. (…)

Acabamos de imaginar juntos o lado “límpido” do oxigênio e da vida que ele traz (como o calor do fogo), mas não podemos negar o resto da história. Essa é a parte sobre a qual muitos de nós nunca ouviram falar: os danos que radicais livres desordenados causam, conhecidos também como estresse oxidativo.

Esse estresse oxidativo é a causa subjacente de quase todas as doenças degenerativas crônicas. Embora isso tudo ocorra internamente, é muito mais fácil observar o estresse oxidativo que se dá na superfície externa do corpo, a pele. Você já viu um retrato de família que reunisse várias gerações? Se olhar de perto a pele dos fotografados, verá a significativa diferença entre a pele do membro mais jovem e a do membro mais velho da família. O efeito que você vê se deve ao estresse oxidativo da pele. A mesma decadência ocorre no interior de nossos corpos. (…)

Se esses radicais livres não forem neutralizados por um antioxidante, poderão criar outros radicais livres ainda mais voláteis ou causar danos à membrana celular, à parede dos vasos sanguineos, às proteínas, às gorduras ou mesmo ao núcleo de DNA das células. A literatura científica e médica chama esses danos de estresse oxidativo. (…)

Um antioxidante é qualquer substância que possa liberar um elétron para um radical livre e compensar o elétron desemparelhado, o que neutraliza esse radical livre. Mesmo nosso corpo tem a capacidade de criar antioxidantes próprios. Na verdade, o corpo gera três grandes sistemas defensivos antioxidantes: o superóxido dismutase, a catalase e a glutationa peroxidase. Não é importante que você memorize esse nomes, mas é importante que perceba que possuímos um sistema natural de defesa antioxidante.

Nosso corpo, contudo, não produz todos os antioxidantes de que necessitamos. O restante deve provir da alimentação ou, como você verá, dos suplementos nutricionais. Desde que antioxidantes disponíveis em quantidades compatíveis com o número de radicais livres produzidos, nenhum dano é infligido a nosso corpo. (…)

É importante compreender que os antioxidantes funcionam em sinergia uns com os outros para desarmar radicais livres em áreas distintas do corpo. (…) Alguns chegam a ter a capacidade de regenerar outros antioxidantes, podendo neutralizar um número maior de radicais livres. (…)

Quanto mais antioxidantes, melhor! Nossa meta é ter antioxidantes em número mais do que suficiente para neutralizar os radicais livres que produzimos. (…)

Eles precisam de quantidades suficientes de minerais antioxidantes como cobre, zinco, o manganês e o selênio, que ajudam em suas reações químicas e lhes permitem realizar seu trabalho com eficiência. Se não houver minerais suficientes disponíveis, o estresse oxidativo poderá ocorrer. (…)

O QUE GERA RADICAIS LIVRES

Exercícios Excessivos

Quando nos exercitamos suavemente ou com moderação, o número de radicais livres que você e eu produzimos eleva-se somente um pouco. Em contraste, quando nos exercitamos demais, a quantidade de radicais livres que produzimos vai às alturas, aumentando exponencialmente. (…)

“A Revolução Antioxidante” (Dr.Kenneth Cooper), encerra-se alertando seus leitores de que exercícios excessivos podem, na verdade, ser nocivos à saúde, especialmente se os praticamos por anos a fio. O Dr.Cooper recomenda a todos um programa moderado de exercícios, mas também sugere que todos tomem antioxidantes na forma de suplementação. Somente atletas sérios devem fazer exercícios desgastantes, e precisam equilibrá-los com quantidades significativas de suplementos antioxidantes.

Estresse Excessivo

O estresse emocional severo, contudo, faz com que o número de radicais livres suba significativamente, provocando o estresse oxidativo. Já notou que você costuma adoecer quando se encontra sobre grande pressão? (…)

Quando você compreender a gravidade do estresse oxidativo, começará a entender os perigosos efeitos que tem o estresse emocional prolongado em sua saúde, e poderá começar a combatê-lo.

Poluição do Ar

O ambiente tem uma influência tremenda na quantidade de radicais livres que nosso corpo produz. A poluição do ar é uma das principais causas do estresse oxidativo em nossos pulmões e em nosso corpo. (…)

Os efeitos da poluição do ar sobre a saúde tem suscitado considerável preocupação. A poluição do ar contém ozônio, dióxido de nitrogênio, dióxido de enxofre e diversas moléculas hidrocarbonadas, todas as quais geram uma quantidade significativa de radicais livres. (…)

Tabagismo

Pode-se pressumir que os nevoeiros de poluição e as substâncias químicas sejam a maior ameaça cotidiana a nossa saúde. Mas você acreditaria que a maior causa do estresse oxidativo em nossos corpos é a fumaça de cigarros e charutos? É verdade. (…)

Todos sabemos das consequências do fumo para a saúde, mas é fascinante saber que o problema básico é a quantidade de estresse oxidativo que o fumo produz em nosso corpo. (…)

Nenhum outro hábito ou vício afeta mais dramaticamente nossa saúde geral do que o fumo. (…)

Acredito que o custo absurdo e de longo alcance imposto a nossa saúde pelo tabagismo seja muito superior ao que podemos estimar. (…)

Poluição da Comida e da Água

(…) Desde a Segunda Guerra Mundial, mais de 60mil novas substâncias químicas foram introduzidas em nosso meio ambiente. Não menos que mil substâncias novas chegam ao meio ambiente todos os anos. Herbicidas, pesticidas e fungicidas são usados na produção de maior parte de nossos alimentos. A pesquisa médica demonstrou que todas essas substâncias químicas geram aumento do estresse oxidativo ao serem consumidas. Algumas são mais perigosas do que outras, mas todas apresentam riscos potenciais à saúde. Essas substâncias permitiram que nossa mercado de alimentos produzisse o mais abundante suprimento de comida jamais visto. Mas qual o custo disso para nossa saúde?

Luz Ultravioleta

(…) Diversos estudos demonstraram que a luz ultravioleta produz um aumento dos radicais livres na pele das pessoas. Já está comprovado que esses, por sua vez, têm a capacidade de danificar o DNA das células da pele, o que provoca o câncer de pele. Esses estudos proporcionam a melhor evidência direta de que o estresse oxidativo leva ao desenvolvimento de câncer. (…)

Finalmente estamos vendo no mercado protetores solares que oferecem abrigo contra raios tanto UVA como UVB. Evidentemente, é esse o tipo de protetor que você deve comprar para se proteger, e a seus filhos, tanto de queimaduras do sol como do câncer de pele. (…)

Medicamentos e Radiação

Todo medicamento que prescrevo causa um aumento de estresse oxidativo no corpo. Drogas quimioterapêuticas e radioterapias funcionam sobretudo causando danos por estresse oxidativo às células cancerosas, o que as mata. É essa a principal razão por que os pacientes acham esses tratamentos tão difíceis de tolerar. O aumento do estresse oxidativo também causa danos colaterais às células normais. (…)

Embora todas as drogas tenham sido testadas para comprovar-se que oferecem algum benefício, todas contém um risco inerente. Reações adversas e graves às drogas são a quarta causa de morte nos Estados Unidos. É verdade: medicamentos devidamente receitados e administrados são responsáveis por mais de 100 mil mortes e 2 milhões de internações todos os anos nos Estados Unidos. Grande parte do risco inerente aos medicamentos se deve ao estresse oxidativo que eles podem causar.”

Retirado do livro: O que o seu Médico não sabe sobre Medicina Nutricional pode estar Matando Você”, 2004 – Editora M.Books, de Ray D. Strand, M.D. [Comprar]

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